Mãe revela detalhes de suposto abuso sexual contra criança em escola de PG
Em entrevista ao BnT Online, mãe contou como percebeu os primeiros sinais e afirmou que seguirá cobrando respostas; caso será investigado pelo Nucria
EXCLUSIVO – A família da criança de 3 anos envolvida em uma denúncia de possível abuso sexual dentro de uma escola particular de Ponta Grossa concedeu entrevista exclusiva ao BnT Online e revelou novos detalhes sobre o caso. A ocorrência foi registrada na quinta-feira (27) e será investigada pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria).
Segundo a mãe, o menino chegou normalmente à escola, mas apresentou um comportamento diferente no momento da saída. “Ele veio triste, com o semblante pálido. Geralmente, quando a gente o busca, ele sai sorrindo e brincando com todo mundo”, relatou.
A mãe contou que perguntou várias vezes se algo havia acontecido, mas a criança inicialmente negou. Durante o trajeto, porém, o menino não queria se sentar e, posteriormente, recusou-se a realizar um movimento de agachamento em uma aula experimental de luta.
Criança teria manifestado dor e medo
Já em casa, o menino teria dito que estava com medo de ir ao banheiro e reclamado de dor. De acordo com a mãe, ele também resistiu quando ela tentou trocar sua fralda, comportamento que não era habitual.
Após conversar com familiares, a criança teria contado versões semelhantes à mãe, à avó e ao pai sobre uma situação ocorrida no banheiro da escola. O pai registrou em vídeo um dos relatos, segundo a família.
A responsável procurou a instituição de ensino, mas afirmou que não conseguiu obter informações imediatas. Na sequência, a família registrou um boletim de ocorrência e a criança foi encaminhada para exame no Instituto Médico-Legal (IML).
Mãe relata resultado preliminar do atendimento
Durante a entrevista, a mãe afirmou que a médica responsável pelo atendimento teria identificado uma fissura durante o exame. Segundo ela, não foram observados sinais de assadura ou marcas de agressão mais intensa.
“Eu só quero que a Justiça descubra o que aconteceu com o meu filho. A gente deposita confiança e espera segurança da escola”, declarou a mãe.
Ela também afirmou que pretende solicitar imagens do sistema de monitoramento da instituição para ajudar a esclarecer o que ocorreu e quem teve contato com a criança.
Nucria investigará o caso
Em conversa com o BnT Online, a delegada Ana Paula confirmou que o Nucria recebeu a denúncia e ficará responsável pela investigação. As diligências deverão buscar esclarecer as circunstâncias do episódio e verificar a possível autoria.
A equipe do BnT Online também entrou em contato com a escola citada no boletim de ocorrência. Inicialmente, a instituição informou que ainda não tinha conhecimento sobre o caso e que deverá se manifestar posteriormente. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
O boletim reúne o relato inicial da família e não representa, isoladamente, a comprovação do crime ou a identificação de um responsável. O nome da criança e outras informações que possam identificá-la foram preservados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Confira a nota do colégio na íntegra
“A instituição reafirma que a segurança, a integridade e o bem-estar de seus alunos são prioridades máximas, dentro e fora da escola.
Assim que tomou conhecimento do relato apresentado pela família, a instituição prestou o acolhimento necessário e buscou imediatamente esclarecer as circunstâncias e verificar todas as informações relacionadas à situação. Permanecemos à disposição para colaborar com as autoridades competentes.
Em respeito à proteção, à privacidade e à integral preservação da criança e de sua família, a instituição não fornecerá detalhes adicionais sobre a situação ou sobre as apurações em andamento.”
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