Nucria abre investigação sobre suspeita de abuso sexual contra criança em escola de PG
Delegada Ana Paula confirmou ao BnT Online que o órgão recebeu a denúncia e ficará responsável pela apuração do caso

O Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) de Ponta Grossa vai investigar a suspeita de abuso sexual contra uma criança de 3 anos em uma escola particular localizada no bairro Uvaranas.
A informação foi confirmada pela delegada Ana Paula, do Nucria, em conversa com o BnT Online. Segundo ela, o órgão recebeu a denúncia e assumirá a investigação para esclarecer as circunstâncias do caso e verificar a possível autoria.
A ocorrência foi registrada pela mãe da criança na noite de quinta-feira (27), na 4ª Central Regional de Flagrantes. De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher percebeu que o filho apresentava um comportamento diferente após buscá-lo na instituição de ensino.
O menino estaria triste, abatido e teria demonstrado incômodo ao sentar e durante uma aula de judô. Já em casa, a criança teria manifestado medo de ir ao banheiro. Após ser questionada pela mãe, ela relatou que uma pessoa a teria levado ao banheiro da escola e praticado atos de natureza sexual.
Exame foi requisitado
Após o registro da ocorrência, a Polícia Civil requisitou a realização de um exame de ato libidinoso no Instituto Médico-Legal (IML). O resultado poderá auxiliar o Nucria na apuração da denúncia.
Durante a investigação, a Polícia Civil poderá ouvir familiares, funcionários da instituição e outras pessoas que possam contribuir com o esclarecimento dos fatos. Também poderá verificar a existência de imagens de câmeras de segurança e analisar outros elementos relacionados ao caso.
O boletim de ocorrência reúne o relato inicial apresentado pela família e, isoladamente, não comprova a prática do crime nem determina sua autoria. A confirmação ou não da denúncia dependerá do avanço das investigações.
Escola deve se manifestar
A equipe do BnT Online entrou em contato com a escola citada no boletim de ocorrência. Em resposta, a instituição informou que ainda não tinha conhecimento sobre o caso e que deverá se manifestar posteriormente. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
O nome da criança e outras informações que possam permitir sua identificação foram preservados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
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