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Mariene de Castro apresenta show Cantadeira no Circo Voador

Mariene de Castro apresentou no Circo Voador, no Rio de Janeiro, o show ‘Cantadeira’, gravado originalmente em Castro Alves, na Bahia. Com direção musical de Fábio Cunha, a apresentação trouxe xotes, baiões e a participação do acordeonista Cicinho de Assis.

Mariene de Castro leva show Cantadeira ao Circo Voador
Crédito: g1.globo.com
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Mariene de Castro levou ao Circo Voador, no Rio de Janeiro, em 3 de outubro de 2026, o show ‘Cantadeira’, reproduzindo no palco carioca o espetáculo que gravou no período junino em Castro Alves, município do Recôncavo Baiano. A gravação, feita em uma casa de taipa preparada para o registro audiovisual durante o Arraiá do Poeta, ainda está inédita nas plataformas de áudio e vídeo. No Circo Voador, o público pôde conferir alguns takes da gravação projetados no telão ao longo de toda a apresentação.

Com direção musical do arranjador e multi-instrumentista Fábio Cunha, a cantora baiana mostrou um repertório que exalta a nordestinidade e a resistência cultural. O figurino brejeiro de cores vivas reforçou a atmosfera de festa popular que pauta o espetáculo.

Nordestinidade em cada acorde

A abertura do show já deu o tom da noite. Mariene cantou o baião ‘Hora do adeus’, de Luiz Gonzaga e Onildo Almeida, lançado em 1974, e aproveitou para dar um recado: ‘A sanfona ainda não desafinou / A minha voz, vocês reparem eu cantando, / Que é a mesma voz de quando meu reinado começou’. A presença da sanfona, aliás, é essencial em ‘Cantadeira’.

No show, o instrumento fica a cargo de Gel Barbosa, mas, na apresentação carioca, o acordeonista baiano Cicinho de Assis entrou em cena no meio do espetáculo para reforçar o som.

A primeira parte do show foi dominada pela cadência do xote. Mariene interpretou ‘A natureza das coisas’, de Accioly Neto, compositor pernambucano falecido em 2000, e também lembrou ‘Lembrança de um beijo’, do mesmo autor. Outro destaque foi ‘Se tu quiser’, xote de Xico Bizerra que Elba Ramalho regravou no álbum ‘Balaio de amor’, de 2009.

Xotes e baiões no balaio de amor

O repertório seguiu com outros xotes, como ‘Caxixi (Bonitinha)’, de Roque Ferreira, e ‘Preciso de teu sorriso’, de João Leocádio da Silva e Enok Dantas, música que fez parte do repertório de Dominguinhos. A sequência deu um tom meio linear à primeira metade do show, mas a temperatura subiu quando Mariene reviveu ‘Cajuína’, de Caetano Veloso, com a zabumba bem marcada no arranjo.

Em seguida, a cantora apresentou ‘Beradéro’, de Chico César, sobre percussão abrasiva e tom noise, provocando uma virada momentânea de chave. O baião ‘Anjo querubim’, de Petrúcio Amorim, na sequência, ratificou o romantismo dominante no balaio de amor que Mariene trouxe da Bahia para o Rio de Janeiro.

Força cênica em ‘Quebradeira de coco’

Única lembrança do seminal álbum ‘Abre caminho’, de 2004, ‘Cantiga de cangaceiro’, de Roque Ferreira, preparou o clima para o grande momento do show. Mariene mostrou toda a habitual força cênica — um tanto diluída na cadência dos xotes românticos — ao cantar ‘Quebradeira de coco’, também de Roque Ferreira. A performance encerrou a noite com energia, reafirmando a potência da artista e a riqueza do repertório nordestino.

O show ‘Cantadeira’ segue como um projeto audiovisual ainda inédito, mas a apresentação no Circo Voador deu ao público carioca uma amostra do que está por vir. A fonte não detalhou a data de lançamento do registro gravado em Castro Alves.

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Equipe de jornalismo do BnT Online, cobrindo Ponta Grossa e os Campos Gerais.
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