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Solana: cantora nigeriana que une iorubá e afrobeats

A cantora e compositora Solana lançou neste ano a faixa ‘Okunkun’, em parceria com o produtor Killertunes. A artista, que cresceu ouvindo afrobeats por influência da mãe, começou a carreira oficialmente na faculdade. Seu som já conquistou celebridades como SZA, Tyla e Diplo, e pode ser conferido na playlist da Programação Musical da RFI.

Solana: a cantora nigeriana que une iorubá e afrobeats
A cantora e compositora Solana lançou neste ano a faixa "Okunkun", em parceria com o produtor musical Killertunes. — Foto: © Divulgação / RFI
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A cantora e compositora nigeriana Solana lançou neste ano a faixa “Okunkun”, em parceria com o produtor musical Killertunes. A música, que mescla elementos da tradição iorubá com a modernidade do afrobeats, chamou a atenção de nomes como SZA, Tyla e Diplo. O trabalho reforça a posição de Solana como uma das vozes emergentes da cena musical africana contemporânea.

A trajetória da artista, no entanto, começou muito antes dos holofotes. Em entrevistas, Solana conta que a música sempre esteve presente em sua vida, já que a mãe é uma grande fã de afrobeats, e a artista cresceu ouvindo os clássicos deste estilo. Aos seis anos, compôs sua primeira música e o impulso criativo nunca mais a deixou.

Início de carreira na faculdade

Apesar do talento precoce, a carreira profissional de Solana só começou oficialmente durante a vida universitária. No segundo ano de faculdade, uma colega que trabalhava em um estúdio musical a ouviu cantar e a convidou para gravar uma de suas composições. Segundo a artista, foi a partir deste momento que sua carreira na música começou oficialmente.

Esse convite inesperado abriu portas para que Solana passasse a se dedicar com mais seriedade à produção musical. A partir dali, ela começou a construir uma identidade sonora própria, transitando entre referências tradicionais e batidas contemporâneas. A fonte não detalhou em qual instituição de ensino a artista estudava, mas o episódio é frequentemente citado por ela como um divisor de águas.

Parceria com Killertunes

O encontro com o produtor Killertunes foi outro marco na trajetória de Solana. Nas palavras da própria cantora, foi o Killertunes quem a ajudou a ganhar confiança, lapidar sua identidade sonora e a explorar novos caminhos criativos. Juntos, eles lançaram a faixa “Badder” em 2021 e, neste ano, a “Okunkun”, que caiu no gosto de celebridades como SZA, Tyla e Diplo.

A colaboração com Killertunes permitiu que Solana experimentasse novas texturas sonoras, sem abandonar as raízes iorubás que permeiam seu trabalho. A faixa “Okunkun” é um exemplo dessa fusão: o título, de origem iorubá, remete a conceitos culturais profundos, enquanto a produção dialoga com o afrobeats global. A fonte não detalhou o significado exato da palavra, mas a escolha reforça o compromisso da artista com sua herança cultural.

Reconhecimento internacional e playlists

O alcance de Solana tem crescido para além das fronteiras nigerianas. O som de Solana pode ser conferido também na playlist da Programação Musical da RFI, emissora pública francesa com ampla audiência internacional. A inclusão na programação da RFI sinaliza o interesse do público europeu e global pelo trabalho da artista.

Além disso, o programa Balada Musical, que apresenta a música de Solana, vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer. Essa exposição em plataformas de streaming e rádio amplia o alcance da cantora, conectando-a a ouvintes de diferentes países e contextos culturais.

Por que a trajetória de Solana importa

A história de Solana ilustra um movimento maior dentro da música africana contemporânea: a valorização das línguas e tradições locais em diálogo com gêneros globais. Ao cantar em iorubá e incorporar elementos culturais em suas composições, a artista contribui para a preservação e difusão de um patrimônio imaterial rico e diverso.

Para o público brasileiro, em especial, a conexão com a cultura iorubá pode despertar interesse adicional, dada a forte presença dessa herança em manifestações culturais afro-brasileiras. Embora a fonte não estabeleça uma relação direta com o Brasil, a similaridade de raízes pode gerar identificação e curiosidade. O Portal Boca no Trombone, sediado em Ponta Grossa, Paraná, acompanha esses desdobramentos da cena musical global com atenção às ressonâncias locais.

Próximos passos e expectativas

Até o momento, a fonte não detalhou planos futuros de Solana, como novos lançamentos ou turnês. No entanto, a repercussão de “Okunkun” e o apoio de artistas consagrados sugerem que a cantora deve continuar em ascensão. A parceria com Killertunes, consolidada em dois lançamentos, pode render novos projetos.

Os fãs podem acompanhar o trabalho de Solana por meio das playlists da RFI e das plataformas de streaming. A inclusão no Balada Musical, transmitido aos sábados, é uma porta de entrada para quem deseja conhecer mais sobre a artista e a nova geração do afrobeats nigeriano.

Enquanto novos capítulos não se revelam, a trajetória de Solana já demonstra como talento, raízes culturais e colaborações estratégicas podem impulsionar uma carreira musical no cenário global. O Portal Boca no Trombone seguirá atento aos próximos passos da cantora e de outros nomes que movimentam a cena musical internacional.

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Equipe de jornalismo do BnT Online, cobrindo Ponta Grossa e os Campos Gerais.
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