Mazzer defende MST na Câmara de Ponta Grossa
Fala de Guilherme Mazzer ocorreu durante sessão da Câmara de Ponta Grossa; vereadores também comentaram recursos para a saúde, obras e movimentações políticas na cidade

A defesa da reforma agrária e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST, foi registrada na sessão da Câmara Municipal de Ponta Grossa nesta segunda-feira (6). Durante o pequeno expediente, o vereador Guilherme Mazzer usou a tribuna para comentar a criação de três novos assentamentos no Paraná e afirmou que o país só será mais justo com distribuição de terras.
Mazzer disse que esteve em Rio Bonito do Iguaçu, onde, segundo ele, houve a celebração de novos assentamentos que formarão “o maior complexo de assentamentos” do Paraná. De acordo com o vereador, a área soma cerca de 55 mil hectares e deve permitir a regularização de mais de cinco mil famílias. “Foi a celebração de três novos assentamentos no Paraná. Vai ser o maior complexo de assentamentos, totalizando 55 mil hectares, a regularização de mais de cinco mil famílias”, afirmou.
Na tribuna, o vereador também defendeu a atuação do MST na região. Segundo Mazzer, as famílias organizadas pelo movimento ocuparam áreas que, conforme sua fala, eram usadas de forma irregular. “O Movimento Sem Terra se organizou há mais de 30 anos, ocupou a fazenda e foi ocupando as áreas que eram griladas”, disse. O parlamentar afirmou ainda que há preconceito em relação ao movimento, mas defendeu que a reforma agrária tem previsão legal e constitucional. Para ele, a distribuição de terras é uma pauta necessária para reduzir desigualdades no Brasil.
“Muita gente tem preconceito em relação ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, só que a gente sabe que está previsto na Constituição. Eu fiquei muito feliz, acompanho o Movimento Sem Terra há muito tempo. Acho que o Brasil só vai ser justo quando a gente tiver distribuição de terras para diminuir a concentração de riquezas nesse país”, declarou Mazzer.






















