Meia moto, por Renata Régis Florisbelo
Na rodovia aquele par miúdo chamava a atenção. O olhar foi tomado pelos gestos do carona, soltando os braços do lado do corpo perigosamente se colocando em risco na moto que perambulava por entre os motorizados bem maiores. Era mais uma meio-moto, magrela entre as parrudas que costumam se exibir velozes nas estradas asfaltadas onde […]

Na rodovia aquele par miúdo chamava a atenção. O olhar foi tomado pelos gestos do carona, soltando os braços do lado do corpo perigosamente se colocando em risco na moto que perambulava por entre os motorizados bem maiores. Era mais uma meio-moto, magrela entre as parrudas que costumam se exibir velozes nas estradas asfaltadas onde brincam desafiando os outros.
O passageiro da moto-mosquito portava uma camiseta verde-água, calça de moletom, meia branca e um chinelo cor-de-rosa. Eu não deveria revelar, no trânsito, minha desatenção, é que não tive como não contemplar o moço serelepe, querendo alçar voo de carona na moto-mosquito que fazia seu pesponto no ponto a ponto dos veículos costurados. A meia-moto voava feito avião antigo, um 14 Bis sobrevoando Paris e roubando a atenção.
Autoria: Renata Regis Florisbelo
Leia também: Mesa para cinco, por Renata Régis Florisbelo
























