Ministério Pùblico denuncia vice-prefeito de Guamiranga por três crimes e também pede indenização
: Vice-prefeito de Guamiranga é denunciado pelo MP por danos ao patrimônio público, ameaça e desacato após confusão em hospital e Prefeitura

Áudio Áudio da Promotora de Justiça Priscila dos Reis Braga
O vice-prefeito de Guamiranga, município localizado na região dos Campos Gerais do Paraná, foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por três crimes após uma confusão registrada em prédios públicos da cidade. A denúncia, apresentada nesta quinta-feira (29) pela Promotoria de Justiça de Imbituva, envolve acusações de dano qualificado ao patrimônio público, desacato e ameaça.
Segundo o Ministério Público, os fatos aconteceram no dia 20 de outubro, envolvendo o Pronto Atendimento Municipal e a sede da Prefeitura de Guamiranga. O episódio teria começado quando o vice-prefeito acompanhava uma paciente até a unidade de saúde.
Porta arrancada e equipamentos danificados
Conforme a apuração do MPPR, depois de acompanhar a paciente até a sala de atendimento médico, o vice-prefeito teria chutado e arrancado uma porta equipada com fechadura eletrônica.
Na sequência, o denunciado teria deixado o pronto atendimento e seguido até a Prefeitura. No setor de Planejamento, ele teria provocado novos danos ao patrimônio municipal.
Ainda de acordo com a denúncia, o vice-prefeito chutou uma mesa e derrubou equipamentos de informática, incluindo monitor, mouse e caixas de som.
Secretário de Saúde teria sido ameaçado
As investigações apontam que o vice-prefeito retornou ao Pronto Atendimento Municipal depois dos episódios de depredação.
Nesse momento, segundo o Ministério Público, ele teria desacatado e ameaçado o secretário municipal de Saúde de Guamiranga. A situação teria ocorrido diante de servidores públicos e policiais militares que estavam no local para atender a ocorrência.
As condutas relatadas fundamentaram a denúncia criminal apresentada pela Promotoria de Justiça de Imbituva.
MP pede indenização por danos morais
Além da responsabilização criminal, o Ministério Público solicitou à Justiça a fixação de valores mínimos para reparação dos prejuízos morais decorrentes dos acontecimentos.
Para o secretário municipal de Saúde, apontado como vítima das ameaças e do desacato, o órgão pede uma indenização mínima equivalente a cinco salários mínimos.
O MPPR também requer uma reparação de pelo menos dez salários mínimos por danos morais coletivos, considerando os reflexos dos episódios envolvendo o patrimônio e os serviços públicos municipais.
O caso tramita sob o número 0003140-31.2026.8.16.0092.
O denunciado é Igor Pontarolo. Em reportagem anterior do BnT Online, a defesa afirmou que a situação ocorreu durante uma emergência médica e contestou as acusações. A Prefeitura informou que o vice-prefeito ressarciu R$ 1.550 pelo conserto da porta. Essas informações podem complementar a matéria para apresentar o posicionamento da defesa.
A apresentação da denúncia não significa condenação. Caberá ao Poder Judiciário analisar a acusação, assegurando ao denunciado o direito à ampla defesa e ao contraditório. (As informações são da Asxessoria de Comunicação do MPPR)
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