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Ponta Grossa

Moradores e empresários relatam caos e bloqueios durante evento ‘Diesel Militia’; organização critica reportagem

Exclusivo: Diesel Militia gera revolta na Colônia Dona Luiza com ruas travadas e prejuízos ao comércio; organização faz criticas nas redes sociais

Moradores e empresários relatam caos e bloqueios durante evento ‘Diesel Militia’; organização critica reportagem
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O evento automotivo Diesel Militia, realizado no último final de semana na região da Colônia Dona Luiza, em Ponta Grossa, tornou-se alvo de graves reclamações por parte de moradores e proprietários de estabelecimentos locais. O que deveria ser um encontro de entusiastas transformou-se, segundo relatos, em um cenário de desordem, bloqueios viários e prejuízos financeiros.

Acessos bloqueados e prejuízos comerciais

A principal via de acesso, a Rua Luiz Sozim, foi o epicentro do problema. De acordo com denúncias recebidas pelo portal, o trânsito foi completamente interrompido por filas de veículos que se estenderam pelo centro da via, impedindo o fluxo de quem reside ou trabalha na região.

Uma empresária que manteremos o sigilo da fonte por segurança dela, como também respaldados no direito fundamental garantido pela Constituição Federal brasileira (Art. 5º, XIV), disse que o impacto foi direto em sua atividade profissional, já ela tem um local de eventos na região.

“Meus fornecedores não conseguiram acessar o local para a montagem de um aniversário. Ficamos sem acesso à nossa própria entrada, enfrentando barulho excessivo e acúmulo de lixo durante todo o sábado (25)”, afirma a empresária.

Perímetro urbano x Área rural

Um dos pontos de maior indignação da comunidade local refere-se à divulgação do local. Embora o evento tenha sido promovido como se ocorresse em uma área rural isolada, a Rua Luiz Sozim está integrada ao perímetro urbano, no bairro Colônia Dona Luiza, uma área que abriga condomínios e residências fixas.

A infraestrutura da via — que é de chão batido e possui acesso único — não comportou o volume de veículos. Moradores relatam ter levado até duas horas para percorrer trechos curtos, sendo inclusive alvo de xingamentos ao tentarem acessar suas próprias casas.

Segurança e Atendimento de Emergência

A preocupação mais grave, no entanto, recai sobre a segurança pública e saúde. Por ser uma via de acesso único, o bloqueio gerou apreensão em famílias com idosos e pessoas acamadas. Relatos indicam que o acesso de ambulâncias seria praticamente impossível em caso de emergência, dado o engarrafamento provocado pelos participantes.

Fiscalização e Alvará

As autoridades de trânsito e a Polícia Militar foram acionadas e estiveram no local para registrar ocorrências. Segundo informações colhidas junto aos moradores, houve relatos de divergências sobre a autorização do evento. Entretanto, como os organizadores disseram que possuíam um alvará emitido pela prefeitura, a atuação policial ficou limitada à tentativa de dispersão momentânea dos veículos.

Os moradores ressaltam que o protesto não é contra a realização de eventos automotivos, mas sim contra a falta de planejamento logístico e a escolha de um local sem capacidade técnica para receber tal fluxo de público.

O que diz a organização do evento

Através das redes sociais, os responsáveis pelo Diesel Militia se manifestaram sobre a reportagem do Portal Boca no Trombone que questionou a realização do evento na Colônia Dona Luiza. Segundo a organização, todas as exigências legais foram cumpridas, incluindo a obtenção de alvará e a vistoria do Corpo de Bombeiros, garantindo que a estrutura estava dentro das normas de segurança.

 Sobre o uso de bebidas alcoolicas e sobre outras reportagens do Portal, a direção do evento usou como argumento a presença de  bares na cidade em que as pessoas frequentam e saem alcoolizadas:

“Não vemos ninguem sair a pé de casa, gostam de pegar no pé da Diesel”, criticou.

Sobre o incômodo de vizinhos, a resportagem segue com o espaço aberto para a organização.

 

Nilson de Paula
Autoria
Nilson de Paula
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), mestre em Ciências Sociais Aplicadas pela mesma instituição e produtor cultural. Atua como pesquisador das rotinas e das produções jornalísticas, com foco em relações étnico-raciais, história e política, articulando comunicação, análise social e práticas culturais em sua trajetória profissional e acadêmica.
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