Moradores da rua Irene Alves de Geus, na região do Shangrilá, no bairro Contorno, vivem uma situação preocupante desde o início de dezembro, quando receberam as chaves de dez casas recém-construídas, em Ponta Grossa. As famílias relatam dificuldades devido ao atraso nas ligações de água e esgoto no local, serviço considerado básico e essencial para que os imóveis possam ser habitados de forma digna.
De acordo com os moradores, assim que receberam as chaves, todos procuraram a Sanepar para solicitar as ligações de água e esgoto. No primeiro atendimento, a companhia informou que os serviços seriam concluídos em até 10 dias, prazo que não foi cumprido. Com a demora, os proprietários voltaram à Sanepar e foram surpreendidos ao serem informados de que a rua sequer possuía rede de esgoto instalada, o que impedia a realização das ligações.
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Ainda segundo os relatos, a companhia mencionou a possibilidade de um prazo de até 65 dias para a implantação da rede, algo que preocupou os moradores, muitos deles já vivendo nas novas casas. Em um novo atendimento, uma moradora foi orientada a reunir documentação de pelo menos quatro ou cinco proprietários solicitando formalmente a instalação da rede, para que fosse feita uma medição técnica e avaliada a responsabilidade pelos custos da obra. Entretanto, apesar de uma medição supostamente ter ocorrido, os moradores afirmam que não foram informados sobre data, resultado ou próximos passos.
No dia 13 de janeiro, uma moradora voltou à Sanepar e recebeu nova previsão: a obra deveria ser finalizada até o dia 25 do mês. Porém, até esta quarta-feira (21), nenhuma intervenção havia sido iniciada e não houve qualquer comunicado oficial sobre o andamento da situação.
A dificuldade se agrava porque algumas famílias já estão morando nas casas, sem acesso à água e ao esgotamento sanitário, após precisarem devolver os imóveis alugados onde viviam anteriormente. Para essas famílias, manter aluguel e prestação simultaneamente se tornou inviável. O construtor e a Caixa Econômica Federal reforçaram que a responsabilidade pelas ligações é da Sanepar.
Enquanto aguardam uma solução definitiva, os moradores seguem cobrando respostas e afirmam que não têm condições de viver plenamente em suas próprias casas sem o fornecimento de um serviço básico e indispensável.
Posicionamento da Sanepar
A redação do BnT! Online entrou em contato com a Sanepar, mas até o momento da publicação desta matéria não obteve resposta. O espaço segue aberto para um futuro posicionamento da companhia.


















