Motiva prevê até 12 mil empregos com Contorno Rodoviário de Ponta Grossa
Desde que assumiu a concessão de 569 quilômetros de rodovias em maio de 2025, a Motiva Paraná iniciou estudos técnicos para definir o traçado do contorno

A concessionária Motiva Paraná projeta a geração de até 12 mil postos de trabalho durante a implantação do novo Contorno Rodoviário de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 1 bilhão e deve começar a impactar a economia regional a partir de 2027.
Do total estimado, cerca de 3,2 mil vagas serão diretas, contemplando funções como topógrafos, operadores de máquinas, operários, engenheiros, profissionais da área administrativa e técnicos em segurança do trabalho. Além disso, a empresa aponta que obras desse porte costumam gerar um efeito multiplicador no mercado: para cada emprego direto, outros três indiretos são criados, totalizando aproximadamente 9,6 mil vagas adicionais.
A movimentação econômica não se limita à construção civil. Atividades como usinagem, britagem e fabricação de estruturas pré-moldadas serão fundamentais para a execução do projeto. Paralelamente, setores como alimentação, hospedagem e comércio também devem registrar aumento na demanda, ampliando o impacto da obra na economia local.
Segundo o gerente executivo de Engenharia da concessionária, Alexandro Zopolato, as contratações devem começar já em 2027, com crescimento mais intenso entre 2028 e 2029 — período em que a obra entra na fase de terraplenagem.
“À medida que a obra ganhar escala, a necessidade de mão de obra aumenta. Esse movimento mobiliza não só a região, mas todo o Estado, já que o contorno rodoviário terá impacto direto na mobilidade do Paraná”, afirma.
A previsão oficial é de que o contorno seja entregue até 2032, embora a concessionária trabalhe com a possibilidade de antecipação do cronograma. O projeto tem como objetivo retirar o tráfego pesado do perímetro urbano de Ponta Grossa, promovendo mais segurança viária e fluidez no trânsito, além de melhorar o transporte de cargas na região.
Defina do traçado
Desde que assumiu a concessão de 569 quilômetros de rodovias em maio de 2025, a Motiva Paraná iniciou estudos técnicos para definir o traçado do contorno. A primeira proposta foi apresentada em dezembro do mesmo ano a lideranças políticas e entidades do Estado.
A partir das contribuições da comunidade, o projeto passou por ajustes baseados em novos levantamentos geotécnicos e topográficos. Algumas sugestões foram incorporadas, enquanto outras foram descartadas por inviabilidade técnica.
De acordo com Zopolato, fatores como questões ambientais, fundiárias e características geométricas da rodovia são determinantes para a definição do traçado.
“Não é possível propor um percurso que dependa, por exemplo, da desapropriação de áreas com entraves históricos. Nossa proposta busca equilíbrio técnico e viabilidade de execução”, explica.
O executivo também destacou que o projeto atual já exige a utilização de cerca de 1,7 milhão de metros cúbicos de materiais externos. Alterações fora desse padrão poderiam elevar esse volume para mais de 9 milhões de metros cúbicos, tornando a obra inviável.
Diálogo com a comunidade
Entre junho de 2025 e abril de 2026, a concessionária promoveu cerca de 90 reuniões com a participação de aproximadamente 50 entidades e lideranças políticas e empresariais.
Segundo a empresa, o processo de escuta foi essencial para aprimorar o projeto e buscar uma solução técnica que atendesse às demandas da região, mantendo a viabilidade da obra. (Com assessoria)
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