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MP pede suspensão do contrato da merenda escolar em Ponta Grossa

MP pede suspensão da merenda escolar em Ponta Grossa após apontar irregularidades graves no contrato com empresa terceirizada.

MP pede suspensão da merenda escolar em Ponta Grossa e aponta irregularidades no contrato
Foto ilustrativa: Arquivo BnT
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A suspensão do contrato da merenda escolar em Ponta Grossa foi solicitada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), por meio da 12ª Promotoria de Justiça, após a identificação de uma série de irregularidades no contrato de terceirização do serviço.

O pedido foi apresentado pelo promotor Márcio Pinheiro Dantas, que requer a interrupção do contrato firmado entre o município e a empresa responsável pela alimentação escolar. Caso a determinação não seja cumprida, o MP propõe a aplicação de multa diária de R$ 20 mil.

Além da suspensão, o órgão estipula um prazo de 30 dias para que a Prefeitura de Ponta Grossa convoque a segunda colocada na licitação ou retome diretamente a execução do serviço, garantindo a continuidade do fornecimento de merenda sem prejuízos ao calendário letivo.

O Ministério Público também solicita a responsabilização da empresa contratada, com pedido de indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 300 mil. O montante deverá ser destinado a uma entidade socioassistencial do município, caso a condenação seja confirmada pela Justiça.

De acordo com o documento, foram identificadas falhas graves na prestação do serviço, incluindo problemas na qualidade dos alimentos e no armazenamento. Relatórios técnicos apontam situações como presença de mofo, alimentos deteriorados e transporte inadequado de produtos perecíveis.

Também foram relatados episódios de descumprimento de normas sanitárias, como exposição de alimentos a condições impróprias e falhas no controle de higiene durante a manipulação e entrega da merenda.

O MP-PR entende que os fatos representam risco à saúde dos estudantes da rede municipal, além de comprometer a segurança alimentar das crianças atendidas pelo sistema público de ensino.

Outro ponto destacado é a dificuldade enfrentada por fiscais municipais para acompanhar a execução do contrato, o que teria prejudicado o controle e a correção das irregularidades ao longo do período.

Diante da situação, o Ministério Público reforça a necessidade de medidas urgentes, considerando o risco imediato à saúde dos alunos. O pedido inclui ainda a rescisão definitiva do contrato, caso as irregularidades sejam confirmadas durante o processo judicial.

O caso agora aguarda análise do Poder Judiciário.

As informações desta matéria foram publicadas inicialmente no Blog da Mareli Martins.

Leia também: Prefeitura oferece serviços gratuitos à população no Gralha Azul nesta sexta

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Fabiano Blageski
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Fabiano Blageski
Radialista em Ponta Grossa, atuou em rádios, TV e sites, com experiência no microfone e nos bastidores. Apaixonado por comunicação, entretenimento e notícias, também é promoter de eventos, assessor de imprensa, destacando-se pela versatilidade e busca constante por aprendizado.
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