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MPF defende ampliação do conceito de assédio judicial contra jornalistas

A nota técnica reforça ainda que o assédio judicial pode provocar pressão financeira, desgaste emocional e silenciamento de profissionais e veículos de comunicação

MPF defende ampliação do conceito de assédio judicial contra jornalistas
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Com o objetivo de proteger o direito constitucional de liberdade de expressão e o papel da imprensa para a democracia brasileira, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do Ministério Público Federal (MPF), produziu nota técnica em que defende a ampliação do conceito de assédio judicial contra jornalistas e comunicadores. A prática ocorre quando o sistema de Justiça é utilizado de forma abusiva para intimidar, censurar ou dificultar a atuação da imprensa.

No documento, a PFDC destaca que o assédio judicial pode envolver não apenas a apresentação simultânea de diversas ações idênticas contra um mesmo jornalista, entendimento já reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas também outras medidas judiciais que visam a impedir críticas ou controlar informações de interesse público.

Ao citar estudos internacionais, o órgão defende que a prática deve ser identificada a partir de três critérios básicos: uso excessivo de mecanismos judiciais, desequilíbrio de poder e tentativa de constranger ou silenciar profissionais da imprensa. Entre os exemplos estão pedidos de indenização exorbitante, tentativas de remoção de conteúdo jornalístico e ações criminais desproporcionais.

A nota técnica reforça ainda que o assédio judicial pode provocar pressão financeira, desgaste emocional e silenciamento de profissionais e veículos de comunicação. Para a PFDC, o enfrentamento a essa prática não deve ser confundido com medidas de combate à desinformação e à disseminação de notícias falsas.

O documento é assinado pelo procurador federal dos Direitos do Cidadão adjunto em exercício, Paulo Thadeu Gomes da Silva, e pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão Júlio José Araújo Junior. (As informações são da Procuradoria-Geral da República/Comunicação)

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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