MPPR denuncia homem por ‘stalking’ após perseguição com mensagens via Pix, em Ponta Grossa
O Ministério Público do Paraná apresentou, nesta segunda-feira (8), uma denúncia formal contra um homem de 28 anos pelos crimes de ameaça e stalking em Ponta Grossa. A ação, assinada pela 2ª Promotoria de Justiça da cidade, relata uma série de condutas cometidas entre 17 de novembro e 3 de dezembro, que teriam colocado em […]

O Ministério Público do Paraná apresentou, nesta segunda-feira (8), uma denúncia formal contra um homem de 28 anos pelos crimes de ameaça e stalking em Ponta Grossa. A ação, assinada pela 2ª Promotoria de Justiça da cidade, relata uma série de condutas cometidas entre 17 de novembro e 3 de dezembro, que teriam colocado em risco a integridade física e emocional de um ex-companheiro, de 31 anos. O investigado está preso preventivamente.
De acordo com a denúncia, o agressor enviou dezenas de mensagens por meio de transferências bancárias via Pix, utilizando valores simbólicos como forma de manter contato forçado com a vítima e exercer intimidação. As mensagens continham conteúdo ameaçador e de perseguição. Além disso, o homem teria criado um endereço de e-mail falso para enviar novas intimidações, ampliando o monitoramento e o controle psicológico sobre o ex-companheiro.
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Outro episódio descrito pelo MPPR aponta que o denunciado foi até a casa dos avós da vítima, onde passou a vigiar e fotografar o local. Em seguida, registrou um falso boletim de ocorrência relatando o desaparecimento da vítima, cuja foto, segundo a denúncia, chegou a ser divulgada em portais de notícias com oferta de recompensa por informações.
O investigado também enviou uma falsa “intimação judicial”, simulando um documento da Vara de Execuções Penais. O material continha informações manipuladas para coagir a vítima a retomar o convívio com o agressor sob ameaça de multa e prisão. A denúncia aponta ainda ameaças feitas a familiares da vítima, incluindo um tio e uma prima.
Os episódios geraram grave abalo psicológico e obrigaram a vítima a deixar sua residência, mudando-se para outra cidade para preservar sua segurança. As condutas demonstram, segundo a Promotoria, perseguição sistemática e restrição severa à liberdade da vítima.
O denunciado estava em regime semiaberto, monitorado por tornozeleira eletrônica, devido a uma condenação anterior por homicídio qualificado, processo já transitado em julgado (0034292-11.2015.8.16.0019). O novo processo tramita sob o número 041700-04.2025.8.16.0019.
*Com informações do MPPR























