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Campos Gerais

Museu Viajante leva história da imigração holandesa a 110 alunos de Castro

Museu Viajante em Castro leva história da imigração holandesa a 110 alunos por meio de teatro, contação de histórias e atividades educativas.

museu
Foto: Divulgação
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O Centro Cultural Castrolanda (CCC) levou a história da imigração holandesa a 110 alunos da rede de ensino de Castro, nos Campos Gerais, por meio do projeto “O Museu Viajante e o Baú de Memórias”. A ação foi realizada entre os dias 21 e 24 de setembro, nas escolas Vila do Rosário e Mariana Garcez Duarte, como parte da programação da 20ª Primavera dos Museus, que neste ano teve como tema “Museus para todas as pessoas”.

A iniciativa teve como objetivo aproximar os estudantes do patrimônio histórico e cultural do município, levando atividades educativas diretamente às instituições de ensino. Por meio de apresentações teatrais, contação de histórias e objetos do acervo do museu, as crianças conheceram a trajetória das famílias holandesas que chegaram à região de Castrolanda, incluindo a viagem, os costumes e o cotidiano dos imigrantes.

Durante as atividades, personagens fictícios conduziram os estudantes por uma narrativa sobre a imigração, permitindo que as crianças interagissem com as histórias e conhecessem elementos que fazem parte da formação histórica e cultural da comunidade.

Projeto amplia o acesso à cultura nas escolas

Segundo Sara F. Lazarine, responsável pelo setor educativo do Centro Cultural Castrolanda, a proposta surgiu da necessidade de ampliar o acesso dos estudantes às atividades culturais, especialmente diante das dificuldades de transporte enfrentadas por instituições públicas de ensino.

“Por meio do teatro e da contação de histórias, as crianças foram convidadas a conhecerem a trajetória da imigração holandesa para o nosso município, dialogando com personagens fictícios que narraram toda essa jornada”, explica.

A realização das atividades dentro das próprias escolas permitiu que os alunos participassem de uma experiência educativa normalmente oferecida no espaço físico do museu.

Além das apresentações, a equipe do CCC utilizou peças educativas do acervo para ilustrar aspectos da vida dos imigrantes, relacionando os objetos apresentados aos costumes e às experiências das famílias que contribuíram para a formação de Castrolanda.

Para o historiador André K. Zan, do Centro Cultural Castrolanda, os objetos tiveram papel importante na construção da narrativa e no envolvimento das crianças com o conteúdo apresentado.

“Foi uma importante ação de educação patrimonial, ao relacionar arte, teatro, memória e o trabalho desenvolvido pela equipe do CCC na promoção e preservação da memória de Castrolanda”, destaca.

Alunos criam baú de memórias com histórias das próprias famílias

Ao final das atividades, os estudantes foram convidados a participar de uma dinâmica que relacionou o conteúdo apresentado pelo museu às suas próprias experiências.

Cada criança pôde representar, por meio de desenhos ou textos, um objeto que contasse sua história pessoal ou familiar. Os registros produzidos pelos alunos foram reunidos em um baú de memórias, que permaneceu com cada turma.

A atividade buscou incentivar a reflexão sobre a importância dos objetos e das lembranças na preservação da história, mostrando aos estudantes que suas experiências e as de suas famílias também fazem parte da memória coletiva.

Com a iniciativa, o Centro Cultural Castrolanda levou parte de seu trabalho educativo para além das instalações do museu, aproximando os estudantes da história da imigração holandesa e incentivando a valorização do patrimônio cultural de Castro.

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Boca no Trombone
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