Nucria ouve professoras e diretora sobre suspeita de abuso sexual em escola de PG
Família também denunciou a instituição ao Núcleo Regional de Educação e pediu a verificação de câmeras e protocolos de atendimento

A investigação sobre a suspeita de abuso sexual contra uma criança de 3 anos dentro de uma escola particular de Ponta Grossa teve novos desdobramentos nesta terça-feira (1º). Professoras e a diretora da instituição estão sendo ouvidas pela delegada responsável pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria).
Os depoimentos fazem parte das diligências da Polícia Civil para esclarecer o que ocorreu dentro da escola, verificar quem teve contato com a criança e identificar uma eventual responsabilidade. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a autoria ou as circunstâncias do caso.
A família também formalizou uma denúncia junto ao Núcleo Regional de Educação (NRE) de Ponta Grossa. O requerimento foi registrado no domingo (31) e encaminhado à Ouvidoria do Estado, com prazo inicial de resposta até 30 de setembro.
Família pede verificação na escola
No documento apresentado ao NRE, a responsável solicita uma apuração sobre os registros de atendimento prestado à criança, os funcionários que estavam trabalhando no período e as pessoas que teriam mantido contato com o aluno.
A família também pede que sejam verificados o sistema de monitoramento por câmeras, a atuação da equipe pedagógica e os protocolos adotados pela instituição no atendimento de crianças que ainda utilizam fraldas ou precisam de auxílio para ir ao banheiro.
A manifestação no Núcleo Regional de Educação representa uma apuração administrativa, independente da investigação criminal conduzida pelo Nucria.
Investigação permanece na Polícia Civil
O caso começou a ser apurado após a mãe perceber mudanças no comportamento do filho ao buscá-lo na escola, no dia 27 de agosto. Segundo o relato da família, a criança estava triste, demonstrava incômodo ao sentar e, posteriormente, teria contado que uma pessoa praticou atos de natureza sexual contra ela no banheiro da instituição.
A ocorrência foi registrada na 4ª Central Regional de Flagrantes. A criança também passou por exame no Instituto Médico-Legal (IML), cujo laudo poderá auxiliar o trabalho da Polícia Civil. Em entrevista exclusiva ao BnT Online, a mãe afirmou que seguirá cobrando respostas e que espera ter acesso a informações que esclareçam o que aconteceu com o filho.
A escola informou anteriormente ao BnT Online que ainda não tinha conhecimento sobre o caso e que se manifestaria posteriormente. O espaço permanece aberto para esclarecimentos. O boletim de ocorrência e os relatos da família, isoladamente, não comprovam a prática do crime nem identificam um responsável.
- O nome da criança e informações que possam permitir sua identificação foram preservados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
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