“Nunca vai acontecer comigo”: Após tragédia em Uvaranas, Bombeiros alertam sobre o perigo invisível dentro das casas
Em entrevista, o Tenente-Coronel André Lopes, do 2º Batalhão de Bombeiros, abordou a tragédia recente no bairro Uvarandas, explicou a rapidez com que o fogo se alastra e alertou sobre os riscos envolvendo fiações antigas e o uso de velas.

A trágica morte de uma criança em um incêndio residencial no bairro Uvaranas, no último final de semana, acendeu um alerta em Ponta Grossa. Para orientar a população sobre os riscos e as formas de evitar novas tragédias, o jornalista Igor Rugilo entrevistou o Tenente-Coronel André Lopes, Comandante do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros, durante o programa BnT News.
Durante a entrevista, o Comandante informou que a corporação já atendeu a 95 ocorrências de incêndios em residências somente este ano. Embora incêndios industriais ou em barracões sejam mais destrutivos, o número de ocorrências domésticas preocupa as autoridades devido à falta de uma cultura de prevenção por parte da população.
A Ilusão da Segurança Doméstica
Segundo o Tenente-Coronel, a principal causa de incêndios domiciliares é a negligência, impulsionada pelo pensamento de que “isso nunca vai acontecer comigo”. Muitas vezes, instalações inadequadas funcionam por anos antes de causarem um desastre. Os principais focos de atenção devem ser:
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Sobrecarga elétrica: O uso indiscriminado de adaptadores, como os famosos “T’s” (benjamins), em fiações incompatíveis ou muito antigas, é um dos maiores causadores de curtos-circuitos.
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Velas: Muito utilizadas por questões de fé ou falta de energia, as velas representam um risco considerável. Devem ser colocadas em recipientes seguros (como um prato isolado) e mantidas longe de materiais combustíveis.
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Aquecedores a gás: Aparelhos de aquecimento mal instalados ou sem manutenção também figuram entre os riscos de ignição dentro de casa.
A Velocidade das Chamas
Um dos grandes mitos desmentidos pelo oficial é a ideia de que o fogo demora a se alastrar e que há tempo para tentar apagar. Casas são repletas de materiais altamente combustíveis, como cortinas, tecidos, tapetes e plásticos.
De acordo com o Comandante, um princípio de incêndio em um cômodo pode se transformar em chamas incontroláveis em questão de cinco minutos, inviabilizando qualquer ação por parte de quem está no local.
Como Agir e os Riscos de Salvamento por Terceiros
Ao presenciar um imóvel em chamas com a possibilidade de haver pessoas dentro, o instinto natural é tentar o resgate. Contudo, o Corpo de Bombeiros faz um alerta severo sobre essa atitude:
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Avalie o risco: Entrar em um ambiente em chamas expõe a pessoa a calor extremo, inalação de fumaça tóxica e ao risco de ser atingida por destroços que desabam (tábuas, telhados). O objetivo é evitar se tornar mais uma vítima.
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Comunicação precisa ao 193: Ao acionar os Bombeiros, é crucial passar o endereço correto, pontos de referência e, principalmente, informar se há suspeita de vítimas no local.
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Isolamento: A ação mais segura para os populares é isolar a área do princípio de incêndio e aguardar o socorro especializado.
O aviso rápido e preciso salva vidas. No recente caso do bairro Uvaranas, a informação de que havia pessoas no interior da casa permitiu que os Bombeiros enviassem força máxima imediatamente — incluindo o caminhão de combate do posto Uvaranas, a ambulância do SIATE e apoio do Quartel Central —, o que garantiu o resgate de uma mulher com vida.
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