O favoritismo de Flávio ou a rejeição de Lula? por Gleidson Carlos
Flávio Bolsonaro amplia apoio além do bolsonarismo em 2026, enquanto o desgaste de Lula pode ser decisivo na disputa do segundo turno.

Nunca antes na história deste país um candidato que venceu a eleição presidencial no primeiro turno terminou derrotado no segundo. É verdade! E tem mais: quando isso aconteceu, a vitória não foi apertada.
Fernando Henrique Cardoso venceu no primeiro turno em 1994 e 1998. Em 2014, Dilma Rousseff venceu o primeiro turno, mas começou a disputa do segundo atrás de Aécio Neves: 51% a 49%. No fim, venceu por 51,64% contra 48,36%.
Agora, o cenário de 2026 traz um dado que merece atenção: Flávio Bolsonaro avança para além do eleitorado tradicional do bolsonarismo. Há eleitores não bolsonaristas, inclusive da classe C, dispostos a votar nele. Mas isso não significa, necessariamente, uma adesão ideológica.
Pode ser algo muito mais simples: o desejo de mudança. Afinal, muitas vezes, o eleitor não vota propriamente a favor de um candidato. Vota contra quem está no poder.
Mas cuidado com as conclusões antecipadas. Ainda há um segundo turno pela frente, e muita coisa pode mudar. Debates, sabatinas e entrevistas podem mudar o humor do eleitor. As campanhas podem alterar o rumo da disputa.
A pergunta, portanto, não é quem já ganhou a eleição. É outra: Flávio está conquistando eleitores por aquilo que representa ou pelo desgaste de Lula? Se o for o segundo, inspira perigo.
Essa resposta pode ajudar a explicar o cenário atual. Mas só as próximas semanas vão mostrar se esse movimento se sustenta ou se o segundo turno reserva uma nova reviravolta. Quem viver, verá!
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