O que se sabe sobre a morte de jovem em PG; Drogas encontradas na casa
Polícia encontra drogas e balança na casa onde jovem foi morta a tiros em Ponta Grossa; marido baleado tem passagem por tráfico e segue hospitalizado.

A Polícia Civil segue investigando a morte da jovem Natali de Souza Figueiredo, de 26 anos, assassinada a tiros na tarde do último domingo (14), na Rua Cornélio Francisco Gomes, na Vila Romana, em Ponta Grossa. Novas informações apontam indícios de envolvimento com o tráfico de drogas, o que pode estar relacionado à motivação do crime.
Segundo apurado pela polícia, Natali estava nos fundos da casa com o marido, identificado como Rafael, de aproximadamente 22 anos, além de um amigo e das quatro filhas do casal, quando o casal foi chamado para a frente da residência. Ao sair, os dois foram surpreendidos por criminosos armados, que efetuaram vários disparos. Natali morreu ainda no local. Rafael foi baleado no tórax, recebeu atendimento do SIATE e do SAMU e permanece hospitalizado, sem risco de morte.
Os vizinhos preferem não comentar o caso. A maioria afirma não ter visto os autores nem a forma como fugiram. “Escutamos o barulho, mas achamos que eram fogos de artifício”, relatou um morador. Outra vizinha contou ter retirado as crianças da casa. “Vi o pulso da mulher que já estava morta e tirei as crianças dali. Mas não vi nada”, disse.
A cena chocou até mesmo quem entrou na casa após o crime. “Só via marcas dos pezinhos das crianças no sangue. Eles devem ter visto a mãe sendo morta. Tristeza demais”, contou uma testemunha, sob anonimato.
Durante a ocorrência, a Polícia Militar localizou porções de cocaína, maconha e uma balança de precisão, o que indica, segundo a Polícia Civil, que o local poderia estar sendo utilizado como ponto de tráfico de drogas. As drogas estariam escondidas próximo aos brinquedos das crianças. Rafael, o companheiro baleado, possui passagem anterior por tráfico, o que reforça a hipótese investigativa.
Moradores da região relataram que a casa já levantava suspeitas. “Carros paravam direto ali. Acho que vendiam alguma coisa”, afirmou uma vizinha.
Até o momento, não há confirmação sobre o número de envolvidos no crime nem a forma como fugiram. A Polícia Civil segue colhendo depoimentos e analisando provas para identificar os autores e esclarecer a motivação do assassinato.
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