A Operação D’Usos, que apura um suposto esquema envolvendo investimentos em criptomoedas, teve novo avanço judicial em Ponta Grossa. Neste mês de dezembro, a 1ª Vara Federal do município aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, transformando formalmente os investigados em réus no processo.
Segundo a denúncia, cinco pessoas são acusadas da suposta prática dos crimes de associação criminosa, fraude envolvendo ativos virtuais e operação não autorizada de instituição financeira. Com o recebimento da acusação, o caso entra na fase de ação penal, quando passam a ser produzidas provas e colhidos depoimentos.
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A investigação foi conduzida ao longo de mais de seis meses pela Polícia Federal e teve grande repercussão regional desde a deflagração da operação. À época, os valores inicialmente divulgados chamaram atenção pelo montante elevado, especialmente entre investidores da região dos Campos Gerais.
Em manifestação enviada à imprensa, a defesa de um dos investigados, representada pelos advogados Matheus de Quadros e Gustavo Madureira, afirmou que, apesar do tempo de investigação, não foram reunidos elementos concretos que comprovem a existência dos crimes apontados. De acordo com a defesa, os autos conteriam apenas relatos genéricos, e o valor mencionado na denúncia seria significativamente inferior ao inicialmente divulgado no início das apurações.
Ainda conforme a defesa, a fase de instrução processual será utilizada para demonstrar que o investigado não teve a intenção de causar prejuízo aos clientes e que houve atuação no sentido de ressarcir eventuais pessoas que se considerem lesadas.
O processo segue agora tramitando na Justiça Federal de Ponta Grossa. Até uma decisão definitiva, todos os investigados permanecem amparados pelo princípio constitucional da presunção de inocência.
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