Panificação nos Campos Gerais enfrenta alta de custos e falta de mão de obra; Sindipan reforça união do setor para 2026

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Nilson de Paula
Nilson de Paulahttp://www.bntonline.com.br
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), mestre em Ciências Sociais Aplicadas pela mesma instituição e produtor cultural. Atua como pesquisador das rotinas e das produções jornalísticas, com foco em relações étnico-raciais, história e política, articulando comunicação, análise social e práticas culturais em sua trajetória profissional e acadêmica.
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A panificação nos Campos Gerais atravessa um período de pressão econômica marcado por aumento de custos, dificuldade na contratação de mão de obra qualificada e desafios na competitividade com grandes redes. O cenário foi detalhado por Luis Alberto Scheifer, presidente do Sindipan, em entrevista ao estúdio do BnT News.

Apesar de o setor ter registrado crescimento nacional em 2024, a realidade regional é mais desafiadora. Segundo o dirigente, o faturamento até cresceu, mas as margens encolheram. Energia elétrica, encargos trabalhistas e matéria-prima pesaram diretamente no caixa das padarias, especialmente nos pequenos e médios negócios espalhados pelos 19 municípios da base sindical.

“Hoje faturamos mais, mas o lucro é menor. A energia aumentou significativamente, os insumos estão caros e precisamos valorizar o funcionário para manter a equipe”, explicou Scheifer.

Além dos custos, a falta de profissionais qualificados tornou-se um dos principais gargalos da panificação nos Campos Gerais. O setor, que tradicionalmente é um dos maiores empregadores do comércio de bairro, enfrenta dificuldades tanto na produção quanto na gestão interna das lojas. A qualificação técnica e administrativa passou a ser vista como diferencial estratégico.

Nesse contexto, o fortalecimento do associativismo aparece como caminho para enfrentar a concorrência, especialmente dos supermercados, que possuem maior poder de compra. A tradição de união no setor remonta à criação da Redepan, nos anos 1990, iniciativa que consolidou compras coletivas e ações conjuntas entre empresários.

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Hoje, o sindicato amplia esse papel, oferecendo suporte jurídico, capacitação profissional por meio do Senai e articulação institucional dentro da Casa da Indústria. A expectativa para 2026 é de maior circulação de recursos na economia devido ao ano eleitoral, o que pode aquecer o consumo.

Mesmo assim, Scheifer defende atenção às políticas de crédito. Com a taxa de juros elevada, investimentos e capital de giro ficam limitados, dificultando modernizações e expansão.

Para o presidente, a união é o principal instrumento de sobrevivência e crescimento: “Quando o empresário participa do sindicato, ele ganha informação, apoio e visão estratégica. O associativismo fortalece todo o setor.”

A perspectiva para 2026, portanto, passa menos pelo crescimento isolado e mais pela construção coletiva de soluções para garantir competitividade à panificação regional.

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