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Panificação nos Campos Gerais enfrenta alta de custos e falta de mão de obra; Sindipan reforça união do setor para 2026

Setor de panificação nos Campos Gerais enfrenta custos altos e falta de mão de obra, mas Sindipan reforça união e qualificação para 2026.

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A panificação nos Campos Gerais atravessa um período de pressão econômica marcado por aumento de custos, dificuldade na contratação de mão de obra qualificada e desafios na competitividade com grandes redes. O cenário foi detalhado por Luis Alberto Scheifer, presidente do Sindipan, em entrevista ao estúdio do BnT News.

Apesar de o setor ter registrado crescimento nacional em 2024, a realidade regional é mais desafiadora. Segundo o dirigente, o faturamento até cresceu, mas as margens encolheram. Energia elétrica, encargos trabalhistas e matéria-prima pesaram diretamente no caixa das padarias, especialmente nos pequenos e médios negócios espalhados pelos 19 municípios da base sindical.

“Hoje faturamos mais, mas o lucro é menor. A energia aumentou significativamente, os insumos estão caros e precisamos valorizar o funcionário para manter a equipe”, explicou Scheifer.

Além dos custos, a falta de profissionais qualificados tornou-se um dos principais gargalos da panificação nos Campos Gerais. O setor, que tradicionalmente é um dos maiores empregadores do comércio de bairro, enfrenta dificuldades tanto na produção quanto na gestão interna das lojas. A qualificação técnica e administrativa passou a ser vista como diferencial estratégico.

Nesse contexto, o fortalecimento do associativismo aparece como caminho para enfrentar a concorrência, especialmente dos supermercados, que possuem maior poder de compra. A tradição de união no setor remonta à criação da Redepan, nos anos 1990, iniciativa que consolidou compras coletivas e ações conjuntas entre empresários.

Hoje, o sindicato amplia esse papel, oferecendo suporte jurídico, capacitação profissional por meio do Senai e articulação institucional dentro da Casa da Indústria. A expectativa para 2026 é de maior circulação de recursos na economia devido ao ano eleitoral, o que pode aquecer o consumo.

Mesmo assim, Scheifer defende atenção às políticas de crédito. Com a taxa de juros elevada, investimentos e capital de giro ficam limitados, dificultando modernizações e expansão.

Para o presidente, a união é o principal instrumento de sobrevivência e crescimento: “Quando o empresário participa do sindicato, ele ganha informação, apoio e visão estratégica. O associativismo fortalece todo o setor.”

A perspectiva para 2026, portanto, passa menos pelo crescimento isolado e mais pela construção coletiva de soluções para garantir competitividade à panificação regional.

Leia mais: Jaguariaíva investe R$ 4,2 milhões em novos reservatórios e promete acabar com falta de água até 2026

Nilson de Paula
Autoria
Nilson de Paula
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), mestre em Ciências Sociais Aplicadas pela mesma instituição e produtor cultural. Atua como pesquisador das rotinas e das produções jornalísticas, com foco em relações étnico-raciais, história e política, articulando comunicação, análise social e práticas culturais em sua trajetória profissional e acadêmica.
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