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Paraná adota plano nacional para reduzir mortalidade materna

Estado implementa a Rede Alyne, nova estratégia do Ministério da Saúde que substitui a Rede Cegonha e foca no cuidado humanizado a gestantes e recém-nascidos.

Estado implementa a Rede Alyne, nova estratégia do Ministério da Saúde que substitui a Rede Cegonha e foca no cuidado humanizado a gestantes e recém-nascidos.
Foto: Ari Dias/AEN
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O Paraná passa a integrar a Rede Alyne, nova estratégia do Ministério da Saúde voltada à redução da mortalidade materna e neonatal. A medida foi aprovada nesta quinta-feira (10) durante a 1ª Reunião Extraordinária da Comissão Intergestores Bipartite do Paraná (CIB/PR), conduzida pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). A rede substituirá a antiga Rede Cegonha, com foco em ações integradas, humanizadas e com financiamento exclusivo do Sistema Único de Saúde (SUS).

A implantação do plano estadual da Rede Alyne tem como objetivo qualificar e ampliar os cuidados prestados às gestantes, puérperas e recém-nascidos, com atenção especial às mulheres em situação de maior vulnerabilidade social, étnico-racial ou territorial. A estratégia leva o nome de Alyne da Silva Pimentel, mulher negra do Rio de Janeiro que morreu em 2002 por negligência obstétrica — caso que se tornou símbolo da luta por direitos reprodutivos e equidade no atendimento à saúde.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, destacou a importância do plano. “O Paraná dá um importante passo para ampliar o acesso e a segurança do cuidado à saúde materna. Temos um compromisso com a vida das mulheres em nosso Estado e estamos fortalecendo a Rede de Atenção para que nenhuma gestante fique sem o cuidado necessário”, afirmou.

Ações previstas

O plano estadual aprovado pelo Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems/PR) prevê solicitação de incentivos ao Ministério da Saúde para estruturar e qualificar os serviços em todas as macrorregiões do estado. O financiamento será feito por meio de recursos do Bloco de Custeio das Ações e Serviços Públicos de Saúde e do Componente de Investimento do SUS.

Entre as ações programadas estão:

  • Implantação de 196 novos leitos hospitalares voltados ao atendimento de gestantes de alto risco;

  • Criação de 23 ambulatórios de pré-natal de alto risco e 27 ambulatórios de seguimento neonatal;

  • Estruturação de 26 Centros de Parto Normal (CPNs), para promover partos humanizados e seguros;

  • Implantação de 8 Casas da Gestante, Bebê e Puérpera (CGBPs), voltadas ao acolhimento de mulheres em vulnerabilidade;

  • Criação de 140 leitos de cuidados neonatais intermediários;

  • Instalação de 8 novos Bancos de Leite Humano e Postos de Coleta.

Avanços no Paraná

O Estado já apresenta bons indicadores na área. Segundo a Sesa, 88,5% das gestantes paranaenses realizaram sete ou mais consultas de pré-natal pelo SUS em 2025 — índice que coloca o Paraná como líder nacional nesse acompanhamento.

Com a adesão à Rede Alyne, a expectativa é ampliar ainda mais o cuidado integral à mulher desde o início da gestação até o pós-parto, promovendo também a equidade no acesso aos serviços de saúde em todas as regiões do estado.

Participações

A reunião contou com a presença de representantes das 22 Regionais de Saúde do Estado, do diretor-geral da Sesa, César Neves, do presidente do Cosems, Fabio de Mello, da diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes, e do coordenador da CIB/PR, José Carlos Abreu.

Com a formalização da pactuação, o Paraná reforça seu compromisso com a saúde da mulher e se alinha à nova política nacional de enfrentamento à mortalidade materna e neonatal.

Com supervisão de Marcos Silva.

Diogo Laba
Autoria
Diogo Laba
Estagiário no Portal Boca no Trombone e estudante do 4º ano de Jornalismo na UEPG, atuo na produção de conteúdo jornalístico. Tenho interesse especial em jornalismo esportivo, área que venho explorando desde o início da graduação, unindo minha paixão pelo esporte e comunicação.
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