Paraná registra queda de 34,7% nas mortes por síndromes respiratórias
Síndromes respiratórias no Paraná apresentam queda nos casos e mortes, e Estado retorna ao nível de normalidade após seis semanas de redução.

As síndromes respiratórias no Paraná apresentaram queda sustentada nas últimas seis semanas epidemiológicas, levando o Estado a retornar ao nível zero, considerado cenário de normalidade no Plano de Contingência para Vírus Respiratórios. A mudança foi confirmada nesta semana pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
Até a Semana Epidemiológica 39 de 2026, o Paraná contabilizou 21.014 casos hospitalizados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 1.021 mortes. Em comparação com o mesmo período de 2025, houve redução de 14,1% nos casos e de 34,7% nos óbitos.
O que significa voltar ao nível zero
O cenário de normalidade é definido pela estabilidade dos indicadores e pela circulação dos vírus respiratórios dentro dos padrões esperados. Isso, porém, não significa o fim do acompanhamento epidemiológico.
A Sesa continuará monitorando casos hospitalizados, mortes, circulação viral e possíveis surtos. A vigilância de SRAG é realizada de maneira contínua no Paraná, inclusive com uma rede de serviços sentinela distribuída pelas 22 Regionais de Saúde. Casos hospitalizados e óbitos que se enquadram nos critérios de SRAG devem ser registrados no Sivep-Gripe.
A secretaria também acompanha a ocupação de leitos e mantém protocolos para identificação rápida de mudanças no comportamento dos vírus respiratórios.
Vacinação ajudou na redução
A estratégia de imunização é apontada pelo Governo do Paraná como um dos fatores que contribuíram para a melhora dos indicadores. Até o início de outubro, mais de 3,4 milhões de doses de vacinas contra doenças respiratórias haviam sido aplicadas no Estado.
Entre os grupos prioritários, a cobertura chegou a 56,4%. A vacinação foi direcionada inicialmente para públicos considerados mais vulneráveis, como idosos, crianças menores de seis anos e gestantes, antes da ampliação da oferta.
Durante os meses mais frios, idosos, crianças e gestantes estão entre os grupos com maior risco de hospitalização por síndromes respiratórias. Vírus como influenza, Covid-19 e Vírus Sincicial Respiratório (VSR) podem provocar quadros graves, especialmente entre pessoas mais vulneráveis.
Vigilância continua no Paraná
Mesmo com o retorno ao nível de normalidade, a orientação é para que a população continue adotando medidas preventivas e procure atendimento médico diante de sinais de agravamento.
Entre os sintomas associados aos quadros graves estão dificuldade para respirar, aumento da frequência respiratória e saturação de oxigênio igual ou inferior a 94%.
O Plano de Contingência do Paraná prevê acompanhamento permanente, manutenção de estoques de medicamentos, vacinas, equipamentos de proteção e insumos laboratoriais, além da preparação da rede de atendimento para uma eventual mudança no cenário epidemiológico.
























