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Sesa alerta para risco de leptospirose após chuvas no Paraná

Sesa reforça alerta sobre leptospirose após período de chuvas e alagamentos no Paraná

leptospirose
Foto: Gilson Abreu/Arquivo AEN
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A leptospirose após chuvas e alagamentos voltou a motivar um alerta da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa). A orientação também vale para moradores de Ponta Grossa e dos Campos Gerais, principalmente em áreas sujeitas ao acúmulo de água e lama contaminadas. Entre janeiro e agosto de 2026, o Estado registrou 1.051 notificações e 210 casos confirmados da doença.

A leptospirose é provocada pela bactéria Leptospira, encontrada principalmente na urina de animais infectados, especialmente ratos. Em períodos de chuva intensa, enchentes e alagamentos, a bactéria pode ser espalhada pela água e permanecer no ambiente, aumentando o risco de contaminação.

A transmissão pode ocorrer quando a água contaminada entra em contato com lesões na pele ou com mucosas dos olhos, nariz e boca. A permanência prolongada em locais alagados também aumenta a possibilidade de exposição.

Segundo o Ministério da Saúde, a doença pode evoluir para formas graves e apresentar alta letalidade entre pacientes nesta condição.

Paraná registrou 210 casos confirmados

Dados da Secretaria de Estado da Saúde mostram que foram registradas 1.051 notificações de leptospirose no Paraná entre janeiro e agosto deste ano. Desse total, 210 casos foram confirmados.

O secretário estadual da Saúde, César Neves, reforçou que o elevado volume de chuva pode aumentar a exposição da população à bactéria.

A principal orientação é evitar qualquer contato desnecessário com água de enchentes e alagamentos. Crianças também não devem brincar ou nadar em locais atingidos.

A preocupação não termina quando a água baixa. A lama acumulada dentro de residências, sobre móveis, veículos e outros objetos também pode estar contaminada.

Proteção é necessária durante limpeza

Quando não for possível evitar áreas atingidas, a Sesa recomenda a utilização de equipamentos de proteção, principalmente botas e luvas impermeáveis.

Na falta desses materiais, sacos plásticos resistentes podem ser utilizados como uma barreira temporária para proteger mãos e pés durante atividades de limpeza.

A chefe do setor de zoonoses da Sesa, Roselane Oliveira de Souza Langer, destaca que impedir o contato direto com água ou lama contaminada é uma das principais medidas para reduzir o risco da doença.

Depois de qualquer contato com água de enchente, a recomendação é lavar o corpo com água limpa e sabão assim que possível.

Quais são os sintomas da leptospirose?

Os sintomas geralmente começam entre cinco e 14 dias depois da exposição à bactéria, embora possam aparecer em um período de até 30 dias.

Entre os sinais de alerta estão:

  • febre alta;se
  • dor de cabeça;
  • dores musculares, principalmente nas panturrilhas;
  • dores nas articulações;
  • náuseas;
  • vômitos;
  • diarreia;
  • pele e olhos amarelados, condição conhecida como icterícia.

Quem apresentar um ou mais desses sintomas após contato com enchentes, alagamentos ou lama deve procurar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e informar que esteve em uma área alagada.

O tratamento é realizado com antibióticos. Nos casos mais graves, pode ser necessária internação hospitalar e administração de medicamentos por via intravenosa.

Como prevenir a leptospirose

Além de evitar contato com águas de enchentes, a Secretaria de Saúde orienta manter os ambientes limpos e reduzir situações que favoreçam a presença de ratos.

O lixo doméstico deve permanecer em sacos fechados e ser colocado para coleta somente nos horários adequados. Quintais e terrenos devem ficar livres de entulhos ou objetos que possam servir de abrigo para roedores.

Alimentos devem ser armazenados em recipientes fechados, enquanto a população deve consumir apenas água tratada. Caixas-d’água também precisam ser mantidas limpas e corretamente tampadas.

Após contato com água potencialmente contaminada, a higienização do corpo com água e sabão deve ser feita o mais rapidamente possível.

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Diogo Laba
Autoria
Diogo Laba
Jornalista formado pela UEPG, atuo como repórter no BnT Esporte Clube e no jornalismo diário do BnT. Comprometido com uma cobertura responsável, dinâmica e pautada pela qualidade da informação.
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