Pauliki destaca importância do Master Plan e cobra mais envolvimento do setor privado
Márcio Pauliki cobra execução do Master Plan, defende união entre poder público e setor privado e alerta para descentralização de serviços em Ponta Grossa.

Em entrevista ao BnT Entrevista – edição extra, na sexta-feira (8), o CEO do Grupo MM, Márcio Pauliki, destacou a importância de transformar em ações concretas o Master Plan, estudo de planejamento estratégico para o desenvolvimento de Ponta Grossa patrocinado pelo grupo.
Pauliki relembrou que, ainda em 2012, quando presidia a Associação Comercial, já defendia um planejamento de longo prazo para a cidade. Na época, lançou o “Plano de Voo”, com 150 metas, e ajudou a criar o Conselho de Entidades, que buscava unir esforços entre o setor público e privado.
O empresário reforçou que o associativismo e o voluntariado são caminhos para fortalecer a participação social e fiscalizar a aplicação de recursos: “O associativismo é o meio entre a parte empresarial e a política. Pelo associativismo você ganha representatividade e pode discutir a cidade”.
Ao comparar com outras cidades, o empresário avaliou que, após a entrega do Master Plan, é preciso garantir continuidade e execução: “Foi buscado recurso, a Prefeitura deu chancela, falou-se muito na última eleição sobre o Master Plan, e agora parece que foi entregue e ficou a pergunta: quem vai executar? Só o poder público? Não. É preciso participação efetiva, seja nas câmaras, seja em conselhos”.
Para ele, a representatividade política e o engajamento empresarial são decisivos para viabilizar projetos: “Nós temos mais de 32 representantes, entre deputados estaduais e federais, que receberam votos na cidade. Eles precisam ser chamados para trazer recursos, seja para segurança, saúde, cultura ou turismo”.
Durante a entrevista, Pauliki também foi questionado sobre as prioridades e pontos de alerta apontados pelo Master Plan para o futuro de Ponta Grossa. Ele citou como principal desafio a descentralização dos serviços e equipamentos públicos, diante da projeção de crescimento para 600 mil habitantes nos próximos 20 anos.
Segundo o empresário, “Com indústrias vindo para cá, muita gente vai se mudar para Ponta Grossa. Não podemos repetir erros de grandes cidades, com um entorno empobrecido e sem estrutura. O morador precisa encontrar comércio, saúde e lazer a menos de 10 minutos de casa”.
Pauliki defendeu que a revisão da planta genérica de valores do IPTU e o direcionamento adequado da arrecadação sejam usados para ampliar a estrutura da cidade, com acompanhamento e fiscalização permanentes para impedir que os recursos sejam desviados de sua finalidade.
Ao final, reforçou que o futuro de Ponta Grossa depende da união e do engajamento de todos os setores da sociedade. Ele incentivou empresários, lideranças e cidadãos a viverem plenamente a cidadania, participando das decisões e contribuindo para a execução do Master Plan. Para ele, é fundamental que cada pessoa se envolva de forma voluntária, conciliando o trabalho e a vida pessoal com ações em prol da coletividade.
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