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Policial

Servidores e empresário são indiciados pela PCPR por fraudes em licitações em Carambeí

Penas somadas para os líderes do esquema podem ultrapassar 60 anos de prisão; investigação revelou entrega de serviços inferiores e até exclusão criminosa de dados no sistema da prefeitura.

PCPR conclui inquérito e indicia servidores e empresário por fraudes em licitações em Carambeí
PCPR conclui inquérito e indicia servidores e empresário por fraudes em licitações em Carambeí
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A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da Delegacia de Carambeí, encerrou nesta terça-feira (4) as investigações da chamada Operação Wi-Fraude. O inquérito, que agora segue para as mãos do Ministério Público, desmascarou um forte esquema de corrupção envolvendo fraudes em licitações e manipulação dos sistemas informatizados da administração municipal.

A Operação e os Afastamentos

Para desarticular o esquema, os investigadores realizaram uma verdadeira devassa nos setores públicos e privados envolvidos. Durante a fase investigativa, a Justiça expediu e a PCPR cumpriu cinco mandados de busca e apreensão.

O escândalo atingiu diretamente o alto escalão do município: a operação resultou no afastamento imediato dos ocupantes de dois cargos estratégicos — o Diretor do Departamento de Informática e o Secretário de Administração de Carambeí.

Indiciamentos e Penas Rigorosas

Com a conclusão do inquérito, a Autoridade Policial detalhou a participação de cada envolvido. O esquema frustrava o caráter competitivo das licitações para favorecer contratos e, na sequência, fraudava a execução, entregando serviços com qualidade e quantidade muito inferiores ao que era pago com dinheiro público.

A lista de indiciados e as possíveis penas revelam a gravidade dos crimes:

  • Ex-diretor de Informática: Apontado como peça-chave, foi indiciado por seis crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, fraude mediante entrega de serviço inferior e, para tentar encobrir os rastros, exclusão indevida de dados dos sistemas da Administração. Pena possível: de 30 a 68 anos de reclusão.

  • Empresário: O braço privado do esquema. Foi indiciado por seis crimes de frustração de licitação e fraude na entrega dos serviços. Pena possível: de 28 a 56 anos de reclusão.

  • Secretário Municipal (afastado): Indiciado pela prática de seis crimes de frustração do caráter competitivo da licitação. Pena possível: de 24 a 48 anos de reclusão.

  • Servidora Pública: Indiciada por participação em um dos crimes de frustração do caráter competitivo da licitação. Pena possível: de 4 a 8 anos de reclusão.

Próximos Passos e Denúncias

O inquérito policial completo e com todas as provas colhidas já foi devidamente encaminhado ao Ministério Público, que agora analisará o caso para oferecer a denúncia formal à Justiça.

A PCPR reforça que o combate à corrupção e a outros crimes depende fortemente do apoio da sociedade. A população pode repassar informações e auxiliar na localização de foragidos da justiça de forma totalmente anônima e segura através dos seguintes canais:

  • Telefone: 197 (PCPR)

  • Disque-Denúncia: 181

  • WhatsApp da Investigação: (42) 3231-1738 (Contato direto com a equipe local).

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Igor Rugilo
Autoria
Igor Rugilo
Igor Rugilo é repórter policial no Boca no Trombone desde 2023. Com mais de uma década na comunicação, iniciou sua trajetória em 2013 como sonoplasta em uma rádio da cidade, onde despertou a paixão pela área policial. Tendo cursado Jornalismo na Unisecal, hoje dedica-se à cobertura de segurança pública, levando informação ágil aos leitores.
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