PF desarticula quadrilha que usava o Paraná como ‘centro logístico’ para enviar fuzis ao Rio de Janeiro
Investigação revela que o grupo também abastecia assaltantes de banco, com ligações diretas ao roubo da Caixa Econômica de Itaperuçu ocorrido em 2024.

Na manhã desta quarta-feira (5), a Polícia Federal deflagrou a Operação Trama de Aço, um duro golpe contra o tráfico internacional e interestadual de armas de fogo. A ação tem como objetivo desmantelar uma organização criminosa que operava uma complexa rede de distribuição de armamentos de grosso calibre, atuando desde a fronteira com o Paraguai até os grandes centros urbanos do Rio de Janeiro.
A Rota do Crime e o Entreposto Paranaense
As investigações da PF revelaram que a quadrilha era altamente estruturada, dividindo-se nas tarefas de aquisição, transporte, armazenamento e distribuição de armas de uso restrito.
O grande diferencial do grupo era a logística: os criminosos utilizavam um município no estado do Paraná como uma espécie de “entreposto logístico”. Era nesse local que os carregamentos vindos da fronteira eram armazenados e preparados antes de serem despachados para abastecer facções criminosas em outros estados.
A inteligência da PF chegou até os líderes do esquema após cruzar dados de diversas apreensões anteriores, onde “mulas” (transportadores) haviam sido flagradas nas rodovias com fuzis, pistolas e carregadores. A partir dessas prisões isoladas, a polícia conseguiu mapear quem eram os responsáveis pelo recrutamento, pela logística das rotas e pela movimentação milionária do grupo.
Conexão com Roubo a Banco e Facções Cariocas
Os armamentos negociados pela quadrilha tinham destinos conhecidos pela alta letalidade:
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Facções do Rio de Janeiro: A maior parte do arsenal era enviada para fortalecer o poder de fogo de organizações criminosas atuantes em comunidades fluminenses.
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Novo Cangaço/Assalto a Bancos: A PF reuniu provas de que o grupo fornecia armas para quadrilhas especializadas em crimes violentos contra o patrimônio. Entre os “clientes” da rede, estão criminosos investigados pelo assalto à agência da Caixa Econômica Federal da cidade de Itaperuçu (PR), ocorrido em 2024.
Balanço da Operação
Para desarticular definitivamente o esquema, agentes da Polícia Federal estão nas ruas cumprindo mandados expedidos pela Justiça Federal. Ao todo, a operação mobiliza recursos para executar:
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8 mandados de prisão preventiva.
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17 mandados de busca e apreensão.
O foco das buscas é recolher mais armas, munições, documentos e aparelhos eletrônicos que possam aprofundar as investigações e identificar outros envolvidos.
Os alvos da Operação Trama de Aço responderão pelos crimes de organização criminosa e tráfico internacional e interestadual de armas de fogo. As penas podem ser agravadas caso a análise do material apreendido hoje comprove a participação do grupo em outros delitos.
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