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PF avança em investigação sobre fake news com novos interrogatórios

Polícia Federal avança em inquérito sobre fake news: depoimentos de envolvidos no ‘gabinete do ódio’ podem revelar esquema de desinformação.

fakenews
Felipe Sampaio/STF
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A Polícia Federal (PF) intensifica suas ações nesta semana, realizando novos depoimentos no âmbito do inquérito que investiga a propagação de desinformação na internet e os ataques direcionados a ministros e instituições. Essa investigação, que visa esclarecer a disseminação de notícias falsas, está sob a supervisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

No último dia 3, Tércio Arnalud, ex-assessor da Presidência de Jair Bolsonaro, foi ouvido pelos agentes da PF. Ele é associado ao que ficou conhecido como “gabinete do ódio”, um grupo que supostamente operava dentro do Palácio do Planalto com o intuito de veicular informações enganosas e atacar adversários políticos. Este grupo era liderado pelo vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente.

Durante seu depoimento, Tércio negou a existência de uma estrutura organizada para a disseminação de fake news durante a gestão anterior e se mostrou reticente em reconhecer diversos nomes mencionados pelos investigadores.

O interrogatório de Tércio não será um caso isolado; o ministro Moraes determinou que mais depoimentos sejam coletados para avançar na conclusão deste inquérito, que já se estende por seis anos. Espera-se que nesta semana pelo menos outros dois investigados também prestem declarações à PF.

Em dezembro passado, Moraes havia prorrogado o inquérito por mais seis meses, e a expectativa é que os novos depoimentos contribuam para um desfecho, incluindo possíveis indiciamentos e esclarecimentos sobre a estrutura, o financiamento e o funcionamento do chamado “gabinete do ódio”.

As investigações têm revelado um complexo esquema de disseminação de notícias fraudulentas, além de falsas comunicações de crimes e ameaças direcionadas ao STF e seus membros. Essas ações foram realizadas através de campanhas massivas nas redes sociais, utilizando diversos formatos, como “memes”, com o objetivo de caluniar e difamar as instituições.

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