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Ponta Grossa

PG 202 anos: Ponta Grossa planeja os próximos 100 anos

Nos 202 anos, Ponta Grossa acelera: indústria em alta, investimentos bilionários, saúde e segurança reforçadas, educação e habitação em expansão.

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Foto: Prefeitura de Ponta Grossa
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Ponta Grossa celebra, nesta segunda-feira (15), 202 anos. Para este aniversário, o Portal BnT Online realizou uma série de reportagens especiais produzidas pelo jornalista Vinicius Sampaio, onde delineamos todas as conquistas e os projetos para a Princesa dos Campos. Do emprego ao esporte; da habitação à saúde.  

Nelas, várias autoridades foram entrevistadas e trouxeram detalhes sobre as pastas e informações exclusivas sobre projetos já em andamento ou que ainda vão ser executados. Um extenso preparativo para a grande e histórica cobertura realizada pelo Portal BnT Online, diretamente da Avenida Vicente Machado, no desfile de aniversário de Ponta Grossa, nesta segunda-feira (15). 

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Na última reportagem da série, a 11ª, entrevistamos a prefeita Elizabeth Schmidt (União) sobre os principais avanços à frente do governo municipal em 2025. A gestora realizou um balanço das secretarias, destacou marcas bilionárias alcançadas pelo município e os projetos para os próximos anos de Governo Elizabeth. O planejamento para os próximos 100 anos já entrou em discussão na administração municipal. 

Veja um trecho da conversa com a prefeita abaixo.

Elizabeth — Indústria: Vamos começar por Indústria, Comércio e Qualificação Profissional. A indústria vive um ciclo aquecido e os empregos crescem. Que trabalho tem sido feito para fomentar o emprego e atrair novos empreendimentos?

Elizabeth: Estamos fazendo a “tarefa de casa”: qualificações sob demanda (perguntamos à indústria onde há falta de profissionais) e firmamos contratos e convênios para cursos como tornearia mecânica, assentamento de azulejos por mulheres, pintura de paredes por mulheres, operação de empilhadeira, entre outros. A ideia é diminuir o descompasso entre vagas e candidatos, que é essencialmente qualificação.

Paralelamente, seguimos na captação de indústrias, apresentando incentivos e garantindo que o ambiente da prefeitura seja favorável à instalação — com infraestrutura urbana melhorando continuamente e nossa localização estratégica no Paraná. O resultado aparece: os números do valor adicionado da indústria são “estratosféricos” e nosso Produto Interno Bruto per capita, de aproximadamente R$ 60.500, é o mais alto do interior do Estado. Todas as semanas recebo uma ou duas empresas interessadas. Ninguém segura mais Ponta Grossa.

Pergunta — Investimentos privados: falando de investimentos, estamos na casa dos bilhões?

Elizabeth: Em 2023, só em indústrias, somamos algo entre R$ 3 e R$ 6 bilhões. Em 2024 recebemos muitas plantas e, neste ano, seguem chegando. Teremos pedras fundamentais até o fim do ano. Exemplos: a Cristalpet já está com alvará de funcionamento e em testes; a Mars chegou; a Nissin está chegando; a XBRI também.

Pergunta — Segurança Pública: Muito se fala do reforço no Centro e do fortalecimento da Guarda Civil Municipal. Há queda de homicídios e de furtos de carros, embora o tráfico de drogas tenha subido por mais operações. Quais investimentos e planos?

Elizabeth: Investimos fortemente na Secretaria Municipal de Cidadania e Segurança Pública: ampliação de frota (motos, viaturas), equipamentos, armamento (pistolas e armas longas), tecnologias como muralha digital e drones de última geração, e qualificação — com formatura de 100 novos guardas em outubro.  O resultado vem da integração: Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Civil, Polícia Federal e Guarda Civil Municipal trabalham em operações conjuntas e compartilham tecnologia. Isso inibe a criminalidade e melhora os indicadores.

Pergunta – Educação: Tivemos novas matrículas e expansão de vagas. Como está o foco no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica?

Elizabeth: Atendemos 33 mil alunos em 164 escolas neste mês, com mais de 4 mil profissionais. Construímos ou reformamos mais de 16 Centros Municipais de Educação Infantil para ampliar vagas de 0 a 4 anos, meta do Plano Nacional de Educação até 2029.
Para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, as turmas de 5º ano estão mobilizadas. Programas como o “Sinapses Criativas” (educação financeira, empreendedora, robótica e “English for Kids”) fazem diferença — crianças de 4 e 5 anos já se comunicam em inglês. Nosso Congresso Municipal de Educação promove atualização e, sobretudo, provoca perguntas que movem a melhoria contínua.

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Pergunta: Como avançaram as políticas de proteção às mulheres?

Elizabeth: Temos o Centro de Referência da Mulher Brasileira e conquistamos a Casa da Mulher Paranaense, ao lado, com qualificação e integração com a Patrulha Maria da Penha. Hoje, a Patrulha atende mais de 700 mulheres vítimas de violência — o aumento reflete a confiança na rede. Ferramentas como o Botão do Pânico e ações como o “Drink” para denúncias em bares fortalecem a proteção.  No Sistema Único de Assistência Social, os Centros de Referência de Assistência Social e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social estão fortalecidos; nos Centros de Referência de Assistência Social, a Sala do Empreendedor aproxima autonomia financeira das famílias.

Pergunta: O déficit habitacional caiu para 3 a 4 mil cadastros e há edital para quase 500 casas, além de 50 no Ouro Verde. Como funciona a política habitacional?

Elizabeth: O Minha Casa Minha Vida opera por entidades e empresas que captam na Caixa Econômica Federal, junto ao Governo Federal, e executam loteamentos e moradias. Entramos também no Programa de Aceleração do Crescimento Seleções, inclusive no eixo Comunidades, apresentando bons projetos contemplados. Quanto à crise hídrica do passado, fomos contemplados pelo programa “Caixa-d’Água Boa” do Estado e, agora, com a multa aplicada à Sanepar pelo PROCON, planejamos instalar novas soluções de reservação para atender famílias vulneráveis.

Repórter: No campo, há várias frentes de estrutura. O que destacar do “Caminhos do Agro” e do acesso à água?

Elizabeth: O Caminhos do Agro é o maior programa rural da nossa história recente: mais de 500 quilômetros revitalizados neste ano, com foco técnico e segurança. Sobre água, entregamos poços artesianos e redes em Guaragi (Roxo Rois e Tabuleiro) e em Itaiacoca — já beneficiamos mais de 500 famílias. Outras entregas estão programadas ainda para este ano. Água é vida; muda a dignidade de quem mora longe do centro.

Pergunta: A senhora anunciou R$ 1 bilhão em obras e serviços desde 2021. Como chegaram a essa marca e quais prioridades?

Elizabeth Schmidt
Levantei os investimentos de 2021 a junho deste ano: mais de R$ 1 bilhão em pavimentação e construções (unidades de saúde, escolas), via Secretaria Municipal de Planejamento e Infraestrutura. Só em asfalto, R$ 600 milhões em projetos; protocolamos R$ 160 milhões, aguardamos liberação de R$ 60 milhões e vamos contratar mais R$ 100 milhões para perseguir 100% de asfalto. Em Saúde, o mínimo constitucional de 15% nos levou a R$ 1,31 bilhão desde 2021; em Educação, 25% resultou em R$ 1,78 bilhão. Fazemos muito com um orçamento menor que o de grandes cidades (um quarto do de Londrina, um terço do de Maringá). Destaco o projeto de Meio Ambiente, Social e Governança com a Unilivre: um plano de 100 anos para drenagem e mobilidade nos rios (temos 23 bacias), para resolver enchentes. Precisamos de união suprapartidária para a maior transformação urbana da nossa história, inclusive preparar a municipalização do antigo traçado da BR-376 quando o contorno for entregue pela CCR. O objetivo é duplicar e requalificar eixos como Pedro Wosgrau, Valério Ronchi, Rua Cavernoso, Antônio Saad, entre outros.

Pergunta: Há obra do novo terminal no aeroporto e um estudo de viabilidade técnica em andamento. O que muda?

Elizabeth: Após entraves judiciais, a obra do novo terminal retomou. Contratamos um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental atualizado o anterior era de 2014 para indicar, com base técnica e de mercado, os próximos passos e atrair novas operações aéreas.

Pergunta: Chegada da Unidade de Pronto Atendimento de Uvaranas, nova Unidade de Pronto Atendimento em Oficinas anunciada, e a nova torre do Hospital Universitário da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Como isso muda a rede?

Elizabeth Schmidt: Precisamos “virar a chave” da saúde com toda a rede: privada, estadual e municipal. Nossas Unidades Básicas de Saúde, Unidades de Pronto Atendimento, superpostos e a futura policlínica reorganizam o acesso. A nova torre do Hospital Universitário amplia leitos; esperamos, ainda, a consolidação de um hospital-dia e mais leitos na Santa Casa, além do bunker de radioterapia no Hospital Evangélico para oncologia. Estamos caminhando juntos — e essa virada vai acontecer.

Pergunta: Cultura e turismo andam juntos. Como fomentar ambos para dar destaque estadual e nacional?

Elizabeth: Não existe turismo sem cultura. Mantemos 12 espaços culturais abertos e uma política de descentralização que leva atividades aos bairros. No turismo, Ponta Grossa ganha protagonismo com planejamento, eventos e integração com cultura, educação e esporte, fortalecendo a economia e a identidade da cidade.

A conversa completa com a prefeita Elizabeth pode ser acessada em vídeo disponível na íntegra.

PG 202 anos

A cobertura especial e a série de reportagens do Portal BnT para os 202 anos de Ponta Grossa contam com o apoio de empresas e instituições parceiras que contribuem para o fortalecimento da comunicação regional:

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Vinicius Sampaio
Autoria
Vinicius Sampaio
Sou formado em Jornalismo na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Sou repórter do jornal Boca no Trombone, responsável por policial, esportes e política. Facilidade em comunicação visual, textual e verbal. Possuo conhecimento e um apreço especial por jornalismo de dados.
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