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Política

PG regulamenta programa permanente de combate ao racismo nas escolas

Decreto estabelece protocolos de prevenção, acolhimento e enfrentamento ao racismo em toda a rede pública de ensino de Ponta Grossa

PG regulamenta programa permanente de combate ao racismo nas escolas
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A Prefeitura de Ponta Grossa regulamentou o Programa Municipal de Equidade Étnico-Racial e Enfrentamento ao Racismo na Rede Pública Municipal de Ensino. A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 26.740/2026, publicado na edição complementar do Diário Oficial desta segunda-feira (13), e regulamenta a Lei Municipal nº 15.712/2026, criando diretrizes permanentes para a promoção da igualdade racial e o combate à discriminação nas escolas municipais.

O programa será coordenado pela Secretaria Municipal de Educação (SME) e deverá ser implantado em todas as instituições da rede pública municipal. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a educação para as relações étnico-raciais, prevenir práticas de racismo e discriminação, promover a valorização da diversidade e incentivar a construção de ambientes escolares mais inclusivos.

Programa prevê ações permanentes

Entre as principais medidas previstas no decreto está a implementação efetiva das Leis Federais nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, que tornam obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira, africana e indígena nas escolas.

Além disso, o programa estabelece como objetivos:

  • fortalecer a educação antirracista na rede municipal;
  • prevenir e enfrentar todas as formas de racismo e discriminação racial;
  • promover a valorização da história e da identidade dos povos africanos, afro-brasileiros e indígenas;
  • incentivar a formação continuada dos profissionais da educação;
  • desenvolver ações voltadas à cultura da paz, ao respeito às diferenças e aos direitos humanos;
  • ampliar a participação da comunidade escolar na construção de práticas inclusivas.

O decreto também determina que a Secretaria Municipal de Educação elabore materiais pedagógicos, acompanhe os resultados das ações, estabeleça indicadores de avaliação e desenvolva iniciativas integradas com outros órgãos públicos municipais.

Escolas deverão registrar ocorrências

Outra novidade é que todas as unidades escolares da rede municipal deverão incluir ações de Educação para as Relações Étnico-Raciais em seus Projetos Político-Pedagógicos (PPP).

As escolas também serão responsáveis por registrar oficialmente casos de racismo e discriminação racial, adotar medidas pedagógicas imediatas para interromper condutas discriminatórias, realizar a escuta dos envolvidos, comunicar os responsáveis pelos estudantes e encaminhar situações aos órgãos competentes da rede de proteção quando necessário. O decreto ainda determina a preservação do sigilo das informações, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Formação e protocolos de atendimento

A regulamentação prevê programas permanentes de formação continuada destinados a gestores escolares, professores e demais profissionais da educação. As capacitações abordarão legislação, práticas pedagógicas antirracistas, prevenção ao racismo institucional, além de protocolos de atendimento, acolhimento e fluxos de denúncia.

O texto também determina que a Secretaria Municipal de Educação publique uma instrução normativa detalhando os procedimentos administrativos, os canais de denúncia, os formulários de registro, os protocolos de prevenção e enfrentamento ao racismo e as atribuições das equipes gestoras. A pasta ainda deverá elaborar relatórios anuais para monitorar a execução e os resultados do programa.

O decreto entrou em vigor na data de sua publicação.

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Heryvelton Martins
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Heryvelton Martins
Jonalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) com experiência em jornalismo diário e cobertura política da região dos Campos Gerais do Paraná.
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