O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, fez mais do que ignorar a pré-candidatura ao Planalto do governador Ratinho Junior, do PSD. Mandou um recado político claro sobre quem, hoje, o partido quer ver ocupando o espaço nacional da direita.
Ratinho sempre orbitou o bolsonarismo como aliado fiel, mas foi um dos primeiros governadores a se mexer quando ficou evidente que Jair Bolsonaro poderia ficar fora da disputa por decisão do Supremo Tribunal Federal. O movimento foi lido como gesto de prontidão. No PL, porém, soou como antecipação fora de hora.
Ao priorizar o nome do senador Flávio Bolsonaro, Valdemar tenta manter o controle do eleitorado bolsonarista raiz, especialmente no Sul. O recado é sobre o comando político do campo conservador.
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O curioso é que, enquanto o discurso público do PL esfria Ratinho, a prática aponta para negociação. Flávio já avisou que pretende conversar com o governador sobre o cenário paranaense, que inevitavelmente passa pela pré-candidatura do deputado Filipe Barros ao Senado.
O próprio Ratinho admite existir um acordo político com o PL do Paraná para apoiar Barros. Assim, ninguém está rompendo, todos estão precificando forças.
No tabuleiro real, o PL tenta evitar que Ratinho cresça demais no plano nacional, mas também não pode desprezar o forte capital político que o governador acumulou no Paraná. O resultado é esse movimento híbrido: contenção em Brasília, composição em Curitiba.
Se nada mudar, Ratinho tende a continuar sendo mais valioso como aliado robusto no Sul do que como candidato presidencial independente. Mas, como sempre na política, esse equilíbrio dura apenas até a próxima pesquisa ou até a próxima necessidade eleitoral.
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