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Polêmica sobre bebês reborn gera debate jurídico e propostas de lei no Brasil

Bebês reborn geram polêmica e impulsionam debates jurídicos e propostas de lei que buscam regular seu uso e evitar aproveitamento indevido.

Bebês reborn geram debate jurídico e propostas de lei no Brasil
#Foto: Agência Brasil
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O debate sobre os bebês reborn, bonecos hiper-realistas que simulam bebês reais, tomou conta das redes sociais e tem gerado discussões jurídicas e propostas de proibição de uso em determinadas situações. O tema ganhou destaque após casos envolvendo disputas judiciais e propostas de regulamentação no Congresso Nacional.

A crescente popularidade dos bebês reborn tem gerado impasses jurídicos envolvendo a administração de perfis digitais e o uso dos bonecos em contextos que remetem a situações reais, como atendimentos hospitalares e filas preferenciais. Em alguns casos, houve relatos de disputa pela posse dos bonecos e pelo controle de perfis nas redes sociais que geram monetização.

Especialistas alertam para a necessidade de normatização do uso dos bebês reborn, especialmente quando há conflitos familiares ou quando as práticas envolvendo os bonecos ultrapassam a linha do entretenimento e passam a simular situações que podem confundir serviços públicos.

Com o crescimento do uso dos bebês reborn, três projetos de lei foram apresentados no Brasil para restringir o uso dos bonecos hiper-realistas. As propostas visam proibir o atendimento em unidades de saúde públicas e privadas, além de filas preferenciais.

Um dos projetos estabelece que o uso desses bonecos para obter benefícios pode configurar infração administrativa, com aplicação de multas de cinco a 20 salários mínimos, dobrando em casos de reincidência. O valor arrecadado seria destinado a fundos voltados à primeira infância.

Os bebês reborn são bonecos hiper-realistas feitos manualmente, com técnicas que simulam características físicas de bebês reais, incluindo manchas, veias e texturas de pele. O trabalho artesanal é realizado por artesãs especializadas, que muitas vezes atendem a pedidos personalizados, incluindo características físicas e preferências dos clientes.

As artesãs, chamadas de “cegonhas”, afirmam que o trabalho também possui um caráter terapêutico para algumas pessoas. Os defensores do reborn afirmam que a arte tem um valor simbólico e emocional, ajudando pessoas que enfrentam perdas familiares ou que simplesmente apreciam a produção artesanal dos bonecos.

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Boca no Trombone
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