Polícia descarta ameaça concreta após denúncia de plano de ataque a escola em Castro
Objetos como facas, máscaras e uma machadinha foram apreendidos pela PM em um templo religioso; Polícia Civil reforça que não há ameaça concreta identificada

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) investiga um possível plano de ataque contra uma escola em Castro, nos Campos Gerais, após uma denúncia anônima levar à apreensão de armas brancas e outros itens suspeitos em uma igreja evangélica do município.
De acordo com o relato, uma mulher teria entregue ao pastor do templo duas facas grandes, duas máscaras e uma machadinha, no dia 26 de novembro, afirmando que os objetos pertenciam ao filho, de 21 anos, que estaria planejando um atentado contra uma instituição de ensino. A filha de uma frequentadora da igreja relatou o episódio às autoridades, alegando que o pastor não acionou a polícia e, em vez disso, teria exibido os objetos durante cultos.
Na tarde de terça-feira (2), por volta das 17h30, uma equipe da 5ª Companhia do Batalhão de Polícia Escolar Comunitária (BPEC) foi até o local e apreendeu uma machadinha, um colar, dois socos-ingleses, três facas, um canivete, quatro máscaras, além de livros e cadernos com anotações pessoais.
O responsável pela igreja afirmou não conhecer a mulher que entregou os materiais, apenas relatou que ela seria mãe do jovem e que teria retirado os itens de casa sem o conhecimento do filho, por temer que ele colocasse em prática a suposta intenção de ataque.
Polícia Civil nega ameaça concreta
Em nota oficial, a Polícia Civil, por meio da 43ª Delegacia Regional de Polícia de Castro, esclareceu que foi informada sobre o caso após diligências preliminares da Polícia Militar. A corporação informou que instaurou imediatamente um procedimento investigativo para apurar os fatos.
A nota destaca que não foi identificada nenhuma ameaça concreta ou real contra instituições de ensino de Castro até o momento. A PCPR também alertou sobre o risco do chamado efeito contágio, provocado pela disseminação de conteúdos sensacionalistas nas redes sociais que, mesmo quando bem-intencionados, podem gerar pânico e até estimular condutas criminosas semelhantes.
A corporação orienta que pais e responsáveis monitorem ativamente a vida digital dos filhos, observando o uso de redes sociais, chats de jogos e o conteúdo das mochilas e pertences antes da ida à escola.
A Polícia Civil reforçou que todas as denúncias são rigorosamente apuradas e que pessoas envolvidas na criação ou compartilhamento de ameaças serão responsabilizadas, de acordo com a legislação vigente, seja por crime ou ato infracional.
As investigações seguem em andamento.
Veja a nota abaixo:
NOTA POLÍCIA CIVIL
A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por intermédio da 43ª Delegacia Regional de Polícia de Castro, vem a público esclarecer os fatos relacionados às notícias que circularam recentemente nas redes sociais sugerindo um suposto plano de atentado em instituição de ensino do município. O caso chegou ao conhecimento da unidade após informações compartilhadas pela Polícia Militar de Castro, que seguiu acompanhado o caso, realizando diligências preliminares, resultando na apreensão de objetos e materiais na data de ontem (02). Imediatamente, a Polícia Civil instaurou o devido procedimento investigativo para apurar a veracidade dos fatos.
Diante disso, a Polícia Civil tranquiliza a comunidade escolar e a população em geral, informando que não foi identificada nenhuma ameaça concreta ou real direcionada às instituições de ensino de Castro. Alertamos enfaticamente sobre o perigo do “efeito contágio”: o compartilhamento de textos, fotos ou áudios sobre supostos massacres, mesmo que na intenção de alertar, acaba por gerar alarme infundado e pode encorajar outros infratores a concretizarem ataques.
Neste contexto, orientamos que pais e responsáveis exerçam o monitoramento ativo da vida digital de seus filhos, acompanhando o uso de redes sociais, perfis utilizados e conversas em chats de jogos eletrônicos. Recomendamos, ainda, a criação do hábito de verificar mochilas, armários e pertences pessoais dos estudantes antes da saída para a escola.
Por fim, a PCPR reforça que todas as denúncias são rigorosamente investigadas. Adultos e adolescentes envolvidos na criação ou propagação de ameaças e planejamentos de ataques serão identificados e responsabilizados, respondendo criminalmente ou por ato infracional, conforme a lei. A Polícia Civil segue atenta para garantir a segurança.
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