Ponta Grossa se consolida como potência na produção de caqui no Paraná

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Nilson de Paula
Nilson de Paulahttp://www.bntonline.com.br
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), mestre em Ciências Sociais Aplicadas pela mesma instituição e produtor cultural. Atua como pesquisador das rotinas e das produções jornalísticas, com foco em relações étnico-raciais, história e política, articulando comunicação, análise social e práticas culturais em sua trajetória profissional e acadêmica.
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A safra de caqui em Ponta Grossa chegou ao seu pico neste outono, trazendo frutas de alta qualidade e preços mais acessíveis para os consumidores dos Campos Gerais. O aumento significativo da oferta tem sido sentido diretamente nas feiras, supermercados e na Ceasa, onde os valores já registram queda em relação ao mês anterior.

Produção regional impulsiona oferta

O Núcleo Regional de Ponta Grossa ocupa atualmente a segunda posição no ranking estadual de produção, sendo responsável por 21,3% de todo o caqui colhido no Paraná. Esse desempenho reforça a importância da região no cenário agrícola, ficando atrás apenas do núcleo de Curitiba.

Municípios vizinhos desempenham papel essencial nesse resultado. Arapoti lidera como maior produtor individual do estado, concentrando 13,6% da produção total. Já Porto Amazonas aparece entre os principais polos, ocupando a terceira posição estadual, com 6,2%.

Clima favorece qualidade do caqui

Um dos diferenciais da safra de caqui em Ponta Grossa está nas condições climáticas. A fruta, que é sensível ao excesso de chuva, encontra na região um equilíbrio ideal entre temperatura e umidade. Esse fator garante melhor textura, sabor mais adocicado e padrão elevado, características valorizadas pelo mercado.

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Preços mais baixos beneficiam consumidores

Com a colheita concentrada entre março e junho, o aumento da oferta resultou em uma redução média de 21% nos preços no varejo. Variedades como Chocolate, Fuyu e Taubaté se destacam pela qualidade e pelo custo mais competitivo neste período.

Para o consumidor, o momento é considerado o melhor do ano para compra, unindo frescor e economia. Já para os produtores, o cenário também é positivo: no atacado, o valor da caixa de 20 quilos chegou a R$ 148,11, indicando boa rentabilidade no campo.

Paraná amplia presença no mercado externo

Além de abastecer o mercado interno, a produção paranaense também avança no cenário internacional. Em 2025, as exportações de caqui cresceram 248%, alcançando faturamento de US$ 369 mil. Países como Estados Unidos, Canadá e Países Baixos estão entre os principais destinos da fruta.

Esse crescimento demonstra o potencial da cadeia produtiva e fortalece a imagem da safra de caqui em Ponta Grossa como referência em qualidade.

Especialistas recomendam que o consumidor aproveite o período atual, quando há maior disponibilidade e preços mais acessíveis, garantindo frutas frescas diretamente da colheita.

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