Operação histórica nas águas dos Açores
A Polícia Judiciária de Portugal realizou no domingo a maior apreensão de droga da história do país. Um semissubmersível foi interceptado a 230 milhas náuticas dos Açores, transportando aproximadamente nove toneladas de cocaína.
A ação ocorreu no âmbito da Operação “Adamastor”, iniciativa que combate o tráfico transcontinental por via marítima. A operação conjunta envolveu Marinha e Força Aérea portuguesas.
Detalhes da apreensão recorde
Esta apreensão configura-se como uma das maiores já realizadas em toda a Europa. A coordenação entre as diferentes forças de segurança foi fundamental para o sucesso.
Carga apreendida e valor estimado
Em conferência de imprensa, o diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE), Artur Vaz, forneceu detalhes:
- Foram recuperados 265 fardos de cocaína do semissubmersível
- Quantidade global estimada em aproximadamente nove toneladas
- A droga poderia render “centenas de milhões de euros” aos grupos criminosos
Destino da carga
Segundo Artur Vaz, seguiam 300 fardos de cocaína no semissubmersível. Cerca de 35 fardos desapareceram no mar durante a operação.
A Polícia Judiciária não especificou para qual país o semissubmersível se dirigia. No entanto, esclareceu que os cerca de 300 fardos não iriam abastecer apenas um país, mas todo o continente europeu.
Estratégia de interceptação discreta
Os meios da Marinha e da Força Aérea permitiram que a Polícia Judiciária detectasse o semissubmersível de forma discreta. Esta abordagem tem como objetivo evitar que a droga seja atirada ao mar pelos traficantes durante a interceptação.
A tática demonstra a sofisticação das operações de combate ao narcotráfico em águas internacionais. A investigação prossegue a cargo da Polícia Judiciária, em articulação com autoridades parceiras de outros países.
Processo jurídico
O processo ocorre no âmbito de um inquérito titulado pelo DIAP da Comarca dos Açores. Isso indica a complexidade jurídica e internacional do caso.
Contexto das apreensões em Portugal
Esta operação histórica ocorre em um contexto de aumento significativo nas apreensões de drogas nas águas portuguesas. Em outubro do ano passado, as autoridades portuguesas apreenderam cerca de seis toneladas de haxixe na zona do Seixal.
Essa apreensão representou a maior da história da PSP. A diferença entre os tipos de substâncias apreendidas revela a diversificação do tráfico internacional.
Casos anteriores similares
Em março de 2025, a Polícia Judiciária também apreendeu um submarino construído para o tráfico de droga ao largo dos Açores. O submarino tinha partido do Brasil.
Este incidente anterior já demonstrava a sofisticação dos meios utilizados pelos traficantes. A repetição de operações bem-sucedidas na mesma região geográfica indica tanto a persistência do problema quanto a eficácia das medidas de combate.
Recorde anual de apreensões
Os números recentes confirmam uma tendência de aumento nas operações de interceptação. Só no ano passado, foram apreendidas mais de 23 toneladas de droga ao largo da costa portuguesa.
Este valor representa o mais alto desde 2006. O dado estatístico ilustra a escala do desafio enfrentado pelas autoridades portuguesas no combate ao narcotráfico marítimo.
Fatores geográficos
A localização de Portugal, com seu extenso litoral e proximidade com rotas marítimas internacionais, torna o país particularmente vulnerável a este tipo de tráfico. As sucessivas operações bem-sucedidas, no entanto, demonstram a capacidade das forças de segurança em responder a este desafio.
Impacto e próximos passos
A apreensão de nove toneladas de cocaína representa um golpe significativo nas finanças das organizações criminosas. O valor estimado de “centenas de milhões de euros” dá dimensão do prejuízo econômico sofrido por estas redes.
Além do impacto financeiro, a operação interrompeu o fluxo de uma quantidade massiva de drogas destinadas aos mercados europeus.
Continuação da investigação
A investigação continua em andamento. A Polícia Judiciária trabalha em colaboração com autoridades internacionais para desmantelar toda a rede envolvida no transporte.
A complexidade do caso, que envolve múltiplos países e sofisticados meios de transporte, exigirá tempo e recursos significativos. As autoridades mantêm-se vigilantes quanto a possíveis novas tentativas de tráfico através das mesmas rotas.


















