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Prefeitura de Ponta Grossa pune fornecedora de medicamentos e aplica multa máxima de 30%

Punição fornecedora medicamentos Ponta Grossa: empresa é multada em 30% e proibida de licitar após falhas no abastecimento da saúde.

Prefeitura de Ponta Grossa pune fornecedora de medicamentos e aplica multa máxima de 30%
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A punição à fornecedora de medicamentos em Ponta Grossa expôs uma situação crítica enfrentada pela rede municipal de saúde ao longo de 2025. A decisão, publicada nesta terça-feira (17) no Diário Oficial, determina sanções à empresa LEMED Comércio de Material e Medicamentos Hospitalares Ltda, por falhas graves no cumprimento de contratos.

De acordo com a Secretaria Municipal de Administração, a empresa realizou apenas entregas parciais de insumos previstos em quatro empenhos (nº 1793, 1911, 2090 e 4251), todos vinculados a uma ata de registro de preços da Fundação Municipal de Saúde.

A irregularidade comprometeu o abastecimento de materiais essenciais para atendimentos básicos.

Falhas obrigaram medidas emergenciais

Com o desabastecimento, unidades de saúde enfrentaram dificuldades para manter serviços regulares. Para evitar a interrupção total dos atendimentos, a prefeitura precisou recorrer a contratações emergenciais e até ao empréstimo de insumos de outras instituições públicas da região dos Campos Gerais.

Esse cenário evidencia como a falha de fornecedores pode impactar diretamente a população, especialmente em serviços essenciais como saúde pública.

Empresa não apresentou defesa

Antes da penalização, a empresa alegou que não conseguiu cumprir o contrato devido a um bloqueio judicial de ativos, determinado pela Justiça de Foz do Iguaçu. No entanto, após a abertura do processo administrativo em janeiro de 2026, não houve apresentação de defesa formal.

Mesmo sendo notificada por meios oficiais, a empresa não se manifestou, o que levou ao encerramento da fase de instrução e ao encaminhamento do caso para decisão jurídica.

Multa e proibição de contratar

A decisão da secretária municipal de Administração, Isabele da Veiga Moro, aplicou penalidades consideradas severas:

  • Multa de 30% sobre o valor dos contratos não cumpridos

  • Proibição de participar de licitações municipais por um ano

A punição à fornecedora de medicamentos em Ponta Grossa também levou em conta a reincidência da empresa, que já havia sido penalizada em outros órgãos públicos.

Leia mais: Apesar da instabilidade e do preço alto, gasolina em Ponta Grossa tem maior queda no Paraná, aponta ANP

Nilson de Paula
Autoria
Nilson de Paula
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), mestre em Ciências Sociais Aplicadas pela mesma instituição e produtor cultural. Atua como pesquisador das rotinas e das produções jornalísticas, com foco em relações étnico-raciais, história e política, articulando comunicação, análise social e práticas culturais em sua trajetória profissional e acadêmica.
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