Prefeitura de Ponta Grossa reage à greve mantida por servidores mesmo após decisão judicial
Prefeitura de Ponta Grossa alerta para risco fiscal após servidores manterem greve mesmo com decisão da Justiça.

A Prefeitura de Ponta Grossa se posicionou após a greve dos servidores ser mantida mesmo com decisão judicial que determinou a suspensão do movimento nesta segunda-feira (04)
A liminar foi concedida pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) no domingo (03), apontando indícios de ilegalidade na paralisação e estabelecendo multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento. Apesar disso, parte da categoria decidiu seguir com a mobilização.
Prefeitura reforça legalidade e impacto nas contas públicas
Em nota oficial, a Prefeitura de Ponta Grossa destacou que a decisão judicial confirma a preocupação da administração com a legalidade do movimento e os impactos financeiros das reivindicações.
A Prefeitura de Ponta Grossa se manifesta com preocupação diante da manutenção do movimento grevista, mesmo após decisão judicial que reconheceu a aparente ilegalidade da paralisação e determinou sua não realização.A decisão é clara ao estabelecer que o sindicato deveria se abster de iniciar a greve a partir desta segunda-feira, além de proibir qualquer ação que impeça o acesso de servidores e da população às unidades públicas. O descumprimento da ordem judicial representa um desrespeito não apenas à Justiça, mas principalmente à população que depende dos serviços públicos.
Segundo o Executivo ainda, o pedido de reajuste salarial de 15% e aumento de 50% no auxílio-alimentação é incompatível com a realidade orçamentária do município. “A administração vem adotando medidas de valorização dos servidores, sempre respeitando os limites legais e orçamentários”, informou a Prefeitura.
Serviços públicos são prioridade
A Prefeitura de Ponta Grossa também afirmou que está mobilizada para garantir a continuidade dos serviços essenciais, especialmente nas áreas de saúde, educação e assistência social.
A decisão judicial, inclusive, determina que não haja qualquer impedimento ao acesso da população aos serviços ou ao trabalho de servidores que optarem por não aderir à greve.
Greve mantida amplia tensão
Mesmo com a decisão do TJPR, os servidores optaram por manter a paralisação, alegando que a proposta apresentada — reajuste de 5% e auxílio-alimentação de R$ 650 — não atende às necessidades da categoria.
O impasse aumenta a pressão sobre a Prefeitura de Ponta Grossa, que segue defendendo a necessidade de equilíbrio fiscal como prioridade.
Próximos passos e possível judicialização
O sindicato terá prazo de 15 dias para apresentar manifestação à Justiça. Enquanto isso, a Prefeitura não descarta novas medidas legais caso a decisão continue sendo descumprida.
A administração municipal afirma que permanece aberta ao diálogo, mas reforça que qualquer ação deve respeitar os limites da legislação fiscal vigente.























