Presidente do Sindicato Rural critica obras e aponta prejuízo na safra em Ponta Grossa
Congestionamento em rodovias de Ponta Grossa causa atrasos na safra e Sindicato Rural cobra mudanças nas obras e medidas urgentes.

O congestionamento em Ponta Grossa tem gerado preocupação entre produtores rurais dos Campos Gerais, especialmente em meio ao período de escoamento da safra. A situação levou o Sindicato Rural de Ponta Grossa a encaminhar um ofício oficial às autoridades municipais e estaduais, além de divulgar um vídeo com críticas à situação.
De acordo com o presidente da entidade, Gustavo Ribas Netto, o problema tem causado longas filas e atrasos que chegam a até cinco horas em trechos estratégicos da região. Entre os pontos mais afetados estão o Distrito Industrial, o Trevo Vendrami, a PR-151, a BR-376 e a ligação com Palmeira e Carambeí.
“Os caminhoneiros saem das propriedades e não conseguem chegar ao destino e retornar. O trânsito está travado e isso impede o escoamento da produção”, afirmou o presidente em vídeo divulgado pelo sindicato.
O documento enviado à Prefeitura de Ponta Grossa, à Secretaria de Infraestrutura e Logística, à UDR e à concessionária responsável pelas obras aponta que as intervenções em rodovias, especialmente nos trechos com desvios e interdições, estão provocando congestionamentos intensos e lentidão no tráfego.
Segundo o sindicato, o congestionamento em Ponta Grossa ocorre principalmente nas regiões próximas ao viaduto do Santa Paula e na Avenida Visconde de Mauá, abrangendo também o trecho entre o Lago de Palmeira e o Trevo Vendrami, além da BR-376 no Distrito Industrial.
Os impactos vão além do tempo perdido nas estradas. Produtores relatam prejuízos financeiros, incluindo aumento no custo do transporte, risco de perda de produtos e dificuldades logísticas para acesso a armazéns e destinos finais da produção.
No ofício, o Sindicato Rural destaca ainda dispositivos do Código Civil que tratam da responsabilidade no transporte de cargas, argumentando que, embora as obras possam ser consideradas necessárias, não devem gerar prejuízos excessivos e contínuos aos produtores.
Diante da situação, a entidade solicita medidas imediatas, como a suspensão das obras por até 60 dias ou, alternativamente, a execução dos trabalhos no período noturno, quando há menor fluxo de veículos.
O sindicato também pede que as autoridades apresentem, no prazo de 15 dias, um plano de ação para minimizar os impactos do congestionamento e garantir o escoamento adequado da safra na região.
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