Prestação de Contas: queda no IPVA tira R$ 18 milhões dos cofres da Prefeitura de Ponta Grossa
Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (28), durante audiência pública realizada na Câmara Municipal. Percentualmente, a queda supera os 22%.

Durante os quatro primeiros meses deste ano, a Prefeitura de Ponta Grossa registrou uma redução de R$ 18 milhões nos repasses do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), em comparação com o mesmo período de 2025. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (28), durante audiência pública realizada na Câmara Municipal. Percentualmente, a queda supera os 22%.
De acordo com o secretário municipal da Fazenda, Cláudio Grokoviski, o impacto da redução nos repasses é significativo para o orçamento do município. “Para a população ter uma ideia, esse valor representa, por exemplo, o que poderia ser investido em cinco novas Unidades de Saúde ou 10 quilômetros de asfalto pela cidade. Esta perda de receita tem um impacto significativo e é um alerta que vínhamos fazendo desde o ano passado, comprovado a cada repasse recebido desde o início deste ano”, afirmou.
Apesar da queda na arrecadação estadual relacionada ao IPVA, a Prefeitura informou que ampliou os investimentos em áreas consideradas prioritárias. Na Educação, o aumento foi de 21,78%, passando de R$ 150 milhões para R$ 183 milhões no comparativo com o primeiro quadrimestre do ano anterior. Já na Saúde, os investimentos cresceram mais de 18%, saltando de R$ 81 milhões para R$ 96 milhões.
A prefeita Elizabeth Schmidt destacou que o município segue priorizando os investimentos públicos mesmo diante das dificuldades financeiras. “Estamos superando as dificuldades e reafirmando o compromisso de ampliar o orçamento e o investimento público nas áreas essenciais e prioritárias. Em todas as consultas públicas realizadas, Educação e Saúde sempre são as maiores demandas da população e assim nós estamos trabalhando”, disse.
Como alternativa para compensar a perda de receita, a Prefeitura reforçou as ações voltadas à conscientização sobre o pagamento dos tributos municipais e também intensificará a cobrança de contribuintes inadimplentes.
Segundo Grokoviski, a inadimplência no município atualmente chega a 26,72%. Somente nos primeiros quatro meses do ano, cerca de R$ 25 milhões deixaram de entrar nos cofres públicos devido ao não pagamento do IPTU e da Taxa de Lixo. “Vamos buscar estes recursos através de negativação, protesto e ajuizamento. No período em que a cidade perde receita, precisamos reduzir a inadimplência”, completou o secretário.
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