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Uma leitora questiona se as modelos estão ficando mais magras, percepção confirmada pela colunista Vanessa Friedman. A mudança no cenário da moda, com menos diversidade de tamanhos, é analisada à luz de fatores como a produção das coleções e o impacto de novos medicamentos.

Uma leitora do Missouri, nos Estados Unidos, questionou se as modelos de moda estão ficando mais magras. A colunista do The New York Times, Vanessa Friedman, confirmou que a observação está correta.
A própria jornalista teve a mesma percepção ao assistir aos recentes desfiles de alta-costura. Isso indica uma tendência observável no cenário atual da moda.
O fim de uma fase de diversidade nas passarelas
O conceito de modelos de tamanho médio, que havia ganhado espaço, parece ter perdido força. Houve menos tokenismo de garotas plus size, ou seja, uma redução na presença meramente simbólica de modelos com corpos maiores.
Esse momento de maior inclusão acabou, segundo a análise, por uma variedade de razões. A mudança sinaliza um retrocesso na representatividade de diferentes biotipos nas passarelas.
Os desafios técnicos da produção de desfiles
O problema dos tamanhos padrão
Um dos fatores que dificulta a variação de tamanhos nos desfiles está na própria produção das coleções. As peças de passarela geralmente são compostas por itens de amostra projetados em um tamanho padrão.
Para variar os tamanhos apresentados, seria necessário mudar os moldes das roupas. Mudar os moldes, por sua vez, requer repensar todo o sistema de produção.
Esse processo é considerado complicado pela indústria da moda.
A persistência de padrões estéticos tradicionais
A visão do “corpo-cabide”
Além das questões práticas, persiste uma visão tradicional no setor. A sabedoria convencional da indústria sustenta que as roupas ficam melhores em mulheres com formato de cabides.
Essa percepção estética, que privilegia corpos muito magros, continua a influenciar as escolhas para as apresentações. Tal mentalidade contribui para a manutenção de um padrão corporal específico como ideal.
O impacto dos medicamentos GLP-1 na percepção corporal
Outro elemento que alterou o panorama visual, segundo a análise, foi a revolução dos medicamentos GLP-1. À medida que pessoas anteriormente maiores sob os olhos do público encolhem, mudam nossas percepções sobre os corpos.
O que se qualifica como “magro” torna-se ainda mais magro, em um processo de redefinição dos padrões. Esse fenômeno social reflete-se também no mundo da moda e suas escolhas.
Desfiles mais ricos e relevantes: um paradoxo
O resultado dessas mudanças, paradoxalmente, foram desfiles que parecem exponencialmente mais ricos e relevantes do que eram antes. Os desfiles estão conectados mais claramente ao mundo em que as roupas que mostram são usadas, segundo a observação.
Essa conexão com a realidade, no entanto, parece coexistir com um estreitamento da diversidade corporal representada.
Uma lição para a indústria da moda
O risco de perder o foco nas roupas
“Foi tão difícil focar nas roupas”, continuou a análise, em uma fala que destaca um possível efeito colateral. Quando a discussão sobre os corpos das modelos domina a atenção, o foco no trabalho dos estilistas e nas peças em si pode se perder.
Há uma lição aí se a moda se importar em aprendê-la, sugere a análise. O equilíbrio entre estética, inclusão e o propósito central da moda permanece um desafio para o setor.






















