Programa Guarda Subsidiada atende 186 famílias e promove encontro em Ponta Grossa
De acordo com a presidente da Fundação de Assistência Social, Tatyana Belo, o programa representa uma alternativa mais humanizada ao acolhimento institucional

A Prefeitura de Ponta Grossa, por meio da Fundação de Assistência Social (FAS), promoveu nesta quarta-feira (1º) um encontro com famílias inseridas e reinseridas no Programa Guarda Subsidiada ao longo de 2026. A ação contou com o acompanhamento da equipe técnica e teve como principal objetivo fortalecer as famílias guardiãs, por meio de orientações e apoio sociofamiliar voltados à proteção de crianças e adolescentes.
Atualmente, o programa atende 186 famílias no município. A iniciativa é direcionada ao acolhimento de crianças e adolescentes em situação de risco social ou violação de direitos, priorizando a permanência em ambiente familiar, seja com parentes próximos ou com famílias da comunidade, evitando o acolhimento institucional.
Podem participar do programa integrantes da família extensa ou ampliada, como avós, tios e irmãos, além de pessoas sem vínculo biológico com a criança ou adolescente, mas que tenham interesse e condições de oferecer um ambiente seguro e afetivo — chamadas de famílias afetivas.
O encontro seguiu as diretrizes do Decreto Municipal nº 26.430/2026, publicado no final de março, e reuniu famílias já atendidas pela iniciativa. Durante a atividade, foram apresentadas informações sobre a regulamentação do programa em Ponta Grossa, incluindo critérios de participação, funcionamento e acompanhamento das famílias.
Também foram discutidos os direitos e deveres das famílias guardiãs, além de orientações sobre o auxílio financeiro concedido às famílias acolhedoras. O benefício corresponde a 50% do salário mínimo por criança ou adolescente acolhido, podendo chegar ao limite de três benefícios por família. Em situações específicas, como casos de crianças com deficiência ou doenças graves, o valor pode ser ampliado.
A programação incluiu ainda uma roda de conversa, criando um espaço de escuta e troca de experiências entre os participantes, além de fortalecer vínculos e ampliar o conhecimento sobre o acolhimento familiar.
De acordo com a presidente da Fundação de Assistência Social, Tatyana Belo, o programa representa uma alternativa mais humanizada ao acolhimento institucional. “A iniciativa garante que crianças e adolescentes cresçam em ambiente familiar, com vínculos fortalecidos e senso de pertencimento. Além disso, contribui para a reorganização das famílias de origem e para a redução da institucionalização, assegurando o direito à convivência familiar e comunitária”, destacou.
Para participar do Programa Guarda Subsidiada, as famílias interessadas devem realizar cadastro e passar por avaliação da equipe técnica. Após aprovação e decisão judicial, ocorre a formalização da guarda e o acolhimento da criança ou adolescente, com acompanhamento contínuo para garantir a segurança e o bem-estar de todos os envolvidos. (Com assessoria)
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