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Projeto prevê autocoleta de HPV no SUS para ampliar prevenção ao câncer do colo do útero no Brasil

Projeto prevê autocoleta HPV SUS para ampliar diagnóstico precoce e facilitar acesso de mulheres em todo o Brasil.

Projeto prevê autocoleta de HPV no SUS para ampliar prevenção ao câncer do colo do útero no Brasil
João Risi/Ministério da Saúde
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A proposta que inclui a autocoleta HPV SUS pode ampliar o acesso ao diagnóstico precoce do câncer do colo do útero em todo o Brasil, permitindo que mulheres realizem o exame em casa a partir dos 25 anos.

O projeto de lei em análise no Senado Federal propõe a inclusão do exame de autocoleta entre os procedimentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde. A iniciativa altera a legislação atual sobre ações de prevenção e diagnóstico da doença, com o objetivo de aumentar a cobertura dos exames preventivos.

Na prática, a autocoleta permite que a própria paciente realize a retirada do material vaginal com um dispositivo simples, sem a necessidade de deslocamento até uma unidade de saúde apenas para essa etapa. Após a coleta, a amostra é encaminhada para análise laboratorial, onde é identificado o DNA do HPV, vírus diretamente relacionado ao desenvolvimento do câncer do colo do útero.

Um dos principais pontos defendidos na proposta é a redução de barreiras que ainda afastam muitas mulheres do rastreamento regular. Fatores como dificuldade de acesso aos serviços de saúde, falta de tempo e desconforto durante exames tradicionais contribuem para a baixa adesão em diferentes regiões do país.

Além disso, o teste molecular para detecção do HPV apresenta maior sensibilidade em comparação ao exame de Papanicolau. Enquanto o método tradicional identifica alterações celulares já existentes, o teste de HPV pode detectar a presença do vírus antes mesmo do surgimento dessas alterações, permitindo uma atuação preventiva mais eficaz.

Outro benefício apontado é a otimização do atendimento no SUS. Com a possibilidade de autocoleta, a demanda por consultas apenas para a realização do exame tende a diminuir, liberando os serviços de saúde para atendimentos que exigem avaliação clínica mais detalhada.

O projeto também prevê que a implementação da medida seja custeada com recursos já previstos no orçamento público, sem necessidade de aumento de despesas.

Atualmente, a proposta tramita na Comissão de Assuntos Sociais do Senado e pode ser aprovada em caráter terminativo. Caso avance, seguirá para análise na Câmara dos Deputados.

A expectativa é que a medida contribua para ampliar a cobertura dos exames preventivos e reduzir os índices de câncer do colo do útero no Brasil.

*Com informações da Agência Senado 

Leia mais: Câmara vota abertura de R$ 16,9 milhões para construção de policlínica em Ponta Grossa

Nilson de Paula
Autoria
Nilson de Paula
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), mestre em Ciências Sociais Aplicadas pela mesma instituição e produtor cultural. Atua como pesquisador das rotinas e das produções jornalísticas, com foco em relações étnico-raciais, história e política, articulando comunicação, análise social e práticas culturais em sua trajetória profissional e acadêmica.
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