Protestos no Irã se espalham pelo país e crise é comparada à queda do Muro de Berlim

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Fabiano Blageski
Fabiano Blageski
Radialista em Ponta Grossa, atuou em rádios, TV e sites, com experiência no microfone e nos bastidores. Apaixonado por comunicação, entretenimento e notícias, também é promoter de eventos, assessor de imprensa, destacando-se pela versatilidade e busca constante por aprendizado.
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Os protestos no Irã ganharam dimensão nacional nos últimos dias, levando o governo a adotar medidas extremas, como o bloqueio quase total da internet e da telefonia móvel. A decisão ocorreu após grandes manifestações em cidades como Teerã, Mashhad e Isfahan, consideradas algumas das maiores registradas nos últimos anos.

Segundo o grupo de monitoramento NetBlocks, a conectividade no país sofreu uma queda abrupta, dificultando a circulação de informações e a coordenação dos atos. Organizações de direitos humanos relatam dezenas de mortos, incluindo crianças, além de milhares de prisões.

O estopim dos protestos no Irã foi econômico. A forte desvalorização do rial, a inflação elevada e o aumento expressivo dos preços de alimentos e serviços básicos agravaram o cotidiano da população. O cenário é atribuído às sanções internacionais, aos recentes confrontos militares e a problemas estruturais de gestão econômica.

As primeiras manifestações ocorreram no Grande Bazar de Teerã, tradicional indicador do humor econômico do país. Em poucos dias, os atos se espalharam para universidades, bairros periféricos e cidades médias, alcançando todas as 31 províncias iranianas, segundo a Human Rights Activists News Agency.

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Com o avanço dos protestos no Irã, as reivindicações deixaram de ser apenas econômicas e passaram a incluir críticas diretas ao regime e ao líder supremo Ali Khamenei. Vídeos verificados pela imprensa internacional mostram manifestantes pedindo mudanças profundas no sistema político.

A jornalista e ativista Masih Alinejad, em entrevista à CNN, classificou o momento como um “novo Muro de Berlim”, afirmando que a população perdeu o medo e já não acredita em reformas internas. Para ela, trata-se de um ponto de ruptura histórico.

A resposta oficial tem sido contraditória. Enquanto o presidente Masoud Pezeshkian pede moderação, forças de segurança seguem reprimindo os atos com violência. Relatos indicam invasões de hospitais e detenções de manifestantes feridos.

No cenário internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o regime iraniano “pagará caro” caso continue reprimindo a população. As declarações elevaram a tensão diplomática e foram usadas por Teerã para alegar interferência externa.

A instabilidade também já afeta o mercado global. Os preços do petróleo reagiram à crise, reforçando que os protestos no Irã não são apenas um problema interno, mas um fator de risco econômico mundial.

Leia também: Estrutura cai de prédio em construção e atinge carro no centro de PG

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