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Quadrilha que se passava por delegados da PF ostentava carros de luxo e é alvo de operação em Maringá

Veículos de luxo foram apreendidos em imóvel ligado a investigado; polícia aponta Maringá como núcleo financeiro de esquema que aplicava golpes se passando por delegados

Quadrilha que se passava por delegados da PF ostentava carros de luxo e é alvo de operação em Maringá
Foto: Thiago Danezi | GMC Online
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Uma operação policial realizada nesta quinta-feira (16) resultou na apreensão de veículos de alto padrão em Maringá, durante mais uma fase de uma investigação que apura um esquema de extorsão praticado por uma quadrilha que se passava por delegados da Polícia Federal.

A ação integra a terceira fase da operação, iniciada em setembro do ano passado no interior de São Paulo, e que avançou até o Paraná após a identificação de um núcleo financeiro do grupo criminoso na cidade paranaense.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos três veículos de luxo — entre eles um Porsche — além de duas motocicletas BMW. Os bens estavam em uma residência ligada a um dos investigados, apontado como responsável pela movimentação do dinheiro obtido com os golpes.

Apesar das apreensões, ninguém foi preso em Maringá nesta etapa da operação.

Golpe com falsa identidade policial

Segundo as investigações, o grupo atuava principalmente no interior paulista, utilizando engenharia social e falsidade ideológica para aplicar golpes. Os criminosos entravam em contato com as vítimas se passando por policiais federais e, para reforçar a fraude, realizavam chamadas de vídeo simulando ambientes institucionais.

Em alguns casos, havia integrantes designados exclusivamente para se apresentar como delegados, aumentando a credibilidade da abordagem criminosa.

As vítimas eram pressionadas a realizar transferências financeiras sob a falsa alegação de envolvimento em investigações. Em um dos episódios apurados, o prejuízo chegou a quase R$ 500 mil.

Núcleo financeiro em Maringá

De acordo com o delegado Fernando Garbelini, responsável pelo apoio local à operação, a cidade teve papel estratégico dentro da organização criminosa.

“A gente identificou alguns alvos aqui em Maringá. O núcleo financeiro dessa quadrilha ficava aqui na cidade e hoje demos apoio no cumprimento dos mandados”, afirmou.

Em outro endereço alvo da operação, nada de ilícito foi encontrado. Um dos investigados que reside em um condomínio na região da Avenida Mandacaru teria trabalhado como motoboy no estado de São Paulo antes de ser apontado como integrante do esquema.

Investigações continuam

A polícia segue com as investigações para identificar outros envolvidos e rastrear o destino do dinheiro obtido por meio das extorsões. A suspeita é de que o grupo tenha atuação estruturada e alcance interestadual.

Com as informações: GMCONLINE

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Igor Rugilo
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Igor Rugilo
Equipe de jornalismo do BnT Online, cobrindo Ponta Grossa e os Campos Gerais.
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