Qualidade da água em Ponta Grossa é debatida após reclamações; Sanepar alega potabilidade

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Nilson de Paula
Nilson de Paulahttp://www.bntonline.com.br
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), mestre em Ciências Sociais Aplicadas pela mesma instituição e produtor cultural. Atua como pesquisador das rotinas e das produções jornalísticas, com foco em relações étnico-raciais, história e política, articulando comunicação, análise social e práticas culturais em sua trajetória profissional e acadêmica.
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A qualidade da água em Ponta Grossa foi tema de debate entre autoridades municipais e representantes da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), após uma série de reclamações feitas por moradores em diferentes bairros da cidade. Os relatos apontam cheiro intenso, gosto alterado e até coloração escura na água distribuída nas últimas semanas.

A discussão ocorreu durante reunião realizada na sede da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG), convocada pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente (Condema). O objetivo foi buscar esclarecimentos técnicos e respostas à população.

Durante o encontro, a gerente de Recursos Hídricos da Sanepar, Ester Assis, afirmou que a companhia garante a potabilidade da água fornecida. No entanto, chamou atenção para a ausência do Conselho de Gestão de Manancial no município, que não é realizado desde 2012. Segundo ela, a proteção da água bruta captada também precisa ser debatida. “Nós garantimos a potabilidade. E a água bruta, quem garante?”, questionou.

A declaração foi contestada pela secretária municipal de Meio Ambiente, Carla Martins Kritski. Ela reforçou que a responsabilidade pela segurança da água distribuída é da concessionária, conforme previsto na outorga. O presidente do Condema também cobrou uma solução prática para os problemas enfrentados pelos ponta-grossenses.

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Em relação às alterações no gosto e odor, a Sanepar apresentou explicações técnicas com apoio do Simepar e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR). De acordo com o Simepar, a redução da capacidade de diluição dos mananciais, associada às altas temperaturas e às condições climáticas recentes, favorece a proliferação de algas, o que pode impactar características sensoriais da água.

A superintendente da região sudeste da Sanepar, Simone Alvarenga de Campos, reforçou que não há risco à saúde. “A água é potável, mas existe realmente essa questão do gosto e odor”, afirmou.

Veja o vídeo 

A companhia informou ainda que realizará novos ajustes operacionais e contratará uma consultoria externa para avaliar possíveis melhorias no sistema, numa tentativa de responder às preocupações sobre a qualidade da água em Ponta Grossa.

Leia mais: Concurso público para agentes de saúde em Ponta Grossa: Prefeitura cria 1.169 vagas efetivas

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