Ratinho rejeita vice de Flávio e empurra o PL para o colo de Moro
Ratinho, segundo analistas, não aceitou proposta do senador Rogério Marinho para abrir mão da candidatura do PSD ao Planalto e ser vice de Flávio Bolsonaro.

O governador Ratinho Júnior (PSD), ao retomar de Brasília, trouxe na bagagem o racha com o bolsonarismo. Ratinho, segundo analistas, não aceitou a proposta do articulador do PL, senador Rogério Marinho, de abrir mão da candidatura própria ao Palácio do Planalto pelo PSD para ser vice de Flávio Bolsonaro.
Diante da recusa, Ratinho perdeu o comando do partido no Paraná, que agora pode compor com a pré-candidatura do senador Sérgio Moro ao governo do estado.
Inicialmente, Moro não conta com o apoio de seu partido, o União Brasil, que está prestes a selar uma federação com o PP. Ainda assim, surge uma alternativa: migrar para o partido de Bolsonaro.
O cacique do PP, Ricardo Barros, poderia até aceitar Moro na disputa, mas quer colocar a esposa na equação, a ex-governadora Cida Borghetti, como vice em uma das chapas. Nesse cenário, abrir mão do PL significaria afastar o apoio mais orgânico da extrema-direita, mas preservaria o espaço no centro político que, no fim das contas, costuma definir quem chega ao segundo turno.
A análise central desse movimento entre Ratinho e o PL aponta para uma ruptura que ocorre de forma abrupta, embora previsível. O governador sabia que haveria pressão, já que sempre caminhou politicamente próximo da família Bolsonaro.
No PSD, o governador paranaense é considerado o nome que melhor pontua nas pesquisas e poderia ser peça importante para forçar um segundo turno. Gilberto Kassab entende bem que, se nem Flávio nem Lula vencerem a disputa, pode surgir uma alternativa para 2030: uma candidatura ao Palácio do Planalto com Ratinho ou Tarcísio de Freitas, em um cenário com lulismo e bolsonarismo enfraquecidos.
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