Reforma tributária redefine regras para operações do mercado imobiliário
Reforma tributária no mercado imobiliário altera regras para imobiliárias, locadores e contratos de aluguel em Ponta Grossa.

A reforma tributária no mercado imobiliário deve provocar mudanças significativas na rotina de imobiliárias, proprietários e inquilinos em todo o país. Em Ponta Grossa, o tema ganhou destaque após entrevista concedida ao BnT pelo presidente estadual do Secovi, Carlos Ribas Tavarnaro, que detalhou os principais impactos esperados para o setor.
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Segundo ele, a principal preocupação não está apenas no aumento da carga tributária, mas na transformação estrutural das regras fiscais que envolvem operações imobiliárias. As mudanças devem atingir desde contratos de aluguel até a administração de imóveis e os processos internos das imobiliárias.
“Cada participante da cadeia imobiliária terá algum tipo de impacto, seja o proprietário, o inquilino, a imobiliária ou a construtora”, explicou.
REFORMA TRIBUTÁRIA AMPLIA EXIGÊNCIAS PARA IMOBILIÁRIAS
Entre os principais pontos apresentados pelo presidente do Secovi está o novo modelo de creditamento tributário. Na prática, imobiliárias precisarão realizar registros fiscais mais detalhados e organizados para evitar problemas futuros envolvendo créditos tributários dos clientes.
De acordo com Ribas, caso uma imobiliária deixe de cumprir corretamente as novas exigências, consumidores poderão questionar perdas financeiras ou buscar restituições posteriormente.
A mudança também aumenta a necessidade de investimento em tecnologia, controle fiscal e suporte contábil especializado, especialmente para empresas que administram grande volume de contratos de locação.
Outro tema destacado durante a entrevista foi a criação do Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), conhecido popularmente como “CPF dos imóveis”. A ferramenta deve integrar dados de cartórios, Receita Federal e prefeituras, ampliando o cruzamento de informações sobre imóveis e contratos.
Segundo o dirigente do Secovi, a medida deve reduzir inconsistências em declarações de aluguel e ampliar o monitoramento fiscal sobre proprietários e inquilinos.
Na avaliação do setor, contratos não declarados ou divergências de informações poderão ser identificados com maior facilidade pelos órgãos de fiscalização.
LOCADORES INQUILINOS DEVEM BUSCAR ORIENTAÇÃO
A reforma também deve alterar a forma como alguns proprietários serão tributados. Pessoas físicas com maior volume de receita em aluguel poderão enfrentar mudanças de enquadramento tributário, exigindo planejamento financeiro e orientação especializada.
Ribas recomenda que imobiliárias, locadores e investidores busquem apoio técnico para compreender as novas regras e adaptar processos internos antes da implementação completa da reforma.
“Informação e organização serão fundamentais para evitar riscos e problemas futuros”, afirmou.
SETOR ACOMPANHA REGULAMENTAÇÃO
Apesar das incertezas, representantes do mercado imobiliário acompanham a regulamentação da reforma tributária e os possíveis impactos práticos para o setor. A expectativa é que as mudanças provoquem adaptações graduais nos contratos, na administração de imóveis e na relação entre empresas e consumidores.
Em Ponta Grossa, entidades do setor já promovem debates, cursos e orientações para preparar empresários e profissionais do mercado imobiliário para o novo cenário tributário.
Confira a entrevista completa:
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