Ricardo Barros veta apoio a Sergio Moro e à indicação de Elizabeth para vice

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Gleidson Carlos
Gleidson Carlos
Gleidson Carlos Greinert é jornalista formado em Comunicação Social desde 2014. Atua como escritor/articulista político, radialista e presta assessoria de imprensa e marketing. Ele é pós-graduado em Ciência Política.
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A movimentação do senador Sergio Moro em Brasília para consolidar apoio à sua eventual candidatura ao governo do Paraná revela um aspecto clássico da política brasileira. Ter competitividade eleitoral nem sempre significa controlar as estruturas partidárias.
Nas últimas semanas, Moro tem buscado convencer as direções nacionais do PP e do União Brasil a abraçarem seu projeto ao Palácio Iguaçu. As duas siglas caminham para formar uma federação partidária chamada União Progressista, que deve ser homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral ainda neste mês.

Se confirmada, a federação nasce como um dos maiores blocos políticos do Paraná, com força parlamentar comparável à do PSD, do governador Ratinho Junior. Quem controlar essa estrutura terá influência direta no tabuleiro eleitoral de 2026. É justamente nesse ponto que Moro encontra seu principal obstáculo.

Nos bastidores de reuniões em Brasília, o senador chegou a sugerir o nome da prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt, para a vice-governadora. A escolha ampliaria o alcance regional da candidatura em um dos principais colégios eleitorais do interior do estado.
A proposta, porém, não encontrou respaldo do deputado federal Ricardo Barros, principal articulador do PP no Paraná.

Segundo relatos de bastidores, Barros teria sido direto ao afirmar que Moro dificilmente encontrará apoio nas convenções partidárias da federação.
O movimento reflete o peso do grupo político liderado por Barros dentro do partido, que inclui a ex-governadora Cida Borghetti e a deputada estadual Maria Victoria, atual presidente do PP no estado. Nesse contexto, a vaga de vice-governador é tratada como ativo estratégico.

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O episódio expõe uma contradição da pré-campanha no Paraná. Moro aparece competitivo nas pesquisas e figura entre os nomes mais lembrados pelo eleitorado, mas enfrenta resistência dentro das estruturas partidárias que poderiam sustentar sua candidatura.
Na prática, a disputa revela uma velha regra da política brasileira. Voto é importante, mas partido decide. E, ao menos por enquanto, quem parece ter a chave dessa porta não é Moro.

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