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Saiba quanto custa implantar o impedimento semiautomático exigido pela CBF na Série A

Saiba quanto custa implantar o impedimento semiautomático e o impacto para o Operário caso suba à Série A

impedimento semiautomático
Foto: Fábio Souza/ CBF
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O impedimento semiautomático passará a fazer parte do Campeonato Brasileiro a partir da 20ª rodada da Série A, conforme anunciou oficialmente a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Além de representar um avanço tecnológico para a arbitragem, a novidade também chama atenção pelo investimento necessário para sua implantação, fator que poderá impactar diretamente clubes como o Operário Ferroviário caso conquiste o acesso à elite e mande seus jogos no Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa.

A tecnologia será utilizada em todos os jogos da Série A e também nas fases finais da Copa do Brasil. Ao todo, 20 estádios receberam a estrutura necessária para operar o sistema. Destes, 19 tiveram os custos de instalação bancados pela própria CBF. A única exceção foi a Arena Barueri, utilizada pelo Palmeiras quando o Allianz Parque está indisponível.

Segundo informações divulgadas por jornalistas que acompanham a implementação do sistema, o Palmeiras desembolsou US$ 100 mil, valor equivalente a cerca de R$ 560 mil na cotação atual, para instalar a tecnologia em sua arena alternativa.

Como funciona o sistena

O impedimento semiautomático utiliza dezenas de câmeras de alta velocidade instaladas em pontos estratégicos do estádio. Elas captam continuamente a posição dos jogadores e da bola, permitindo que um software de inteligência artificial identifique automaticamente possíveis impedimentos.

Apesar da automatização da análise, a decisão final continua sendo do árbitro de vídeo (VAR), que valida as informações antes da confirmação do lance. Segundo a CBF, a expectativa é reduzir significativamente o tempo gasto nas revisões e aumentar a precisão das decisões.

O que muda para o Operário

A novidade também interessa diretamente ao torcedor do Operário Ferroviário. Conforme já mostrado pelo Portal BnT Online, a CBF determinou que partidas da Série A somente poderão ser disputadas em estádios que possuam a estrutura do impedimento semiautomático instalada. Caso um estádio não disponha do sistema, o clube poderá ser obrigado a mandar seus jogos em outra arena apta para receber partidas da competição.

Isso significa que, em um eventual retorno do Operário à Série A, o Estádio Germano Krüger precisaria atender às exigências técnicas estabelecidas pela entidade para continuar recebendo jogos da elite nacional.

No caso dos atuais clubes da Série A, a própria CBF assumiu os custos de implantação da tecnologia nos estádios cadastrados. No entanto, situações excepcionais, como a utilização de uma arena alternativa, podem exigir investimento direto do clube, como ocorreu com o Palmeiras, que desembolsou aproximadamente R$ 560 mil para equipar a Arena Barueri.

Além da instalação dos equipamentos, a CBF informou que todos os estádios passaram por um processo de vistoria técnica, calibração, testes e validação antes da liberação definitiva do sistema para uso oficial.

Com a implementação do impedimento semiautomático, o futebol brasileiro passa a utilizar uma tecnologia semelhante à adotada nas principais competições internacionais, como a Copa do Mundo, buscando oferecer maior agilidade, transparência e precisão nas decisões de arbitragem.

Diogo Laba
Autoria
Diogo Laba
Jornalista formado pela UEPG, atuo como repórter no BnT Esporte Clube e no jornalismo diário do BnT. Comprometido com uma cobertura responsável, dinâmica e pautada pela qualidade da informação.
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