O desperdício de água com piscinas infláveis voltou a preocupar a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) neste verão. A empresa alerta que o hábito de muitas famílias de encher e descartar a água de piscinas plásticas e infláveis ao final do dia, para repetir o processo no dia seguinte, tem impacto direto na rede de distribuição, com possibilidade de baixa pressão e até desabastecimento em momentos de consumo elevado — cenário que pode atingir também cidades como Ponta Grossa e municípios da região dos Campos Gerais.
Segundo a Sanepar, o problema está no volume consumido de forma repetida e difícil de prever. Como essa demanda costuma se concentrar em horários específicos, o sistema de abastecimento pode sofrer sobrecarga justamente quando há maior uso doméstico, como no fim da tarde e à noite.
O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, destaca que a companhia vem realizando investimentos em tecnologia e obras de infraestrutura — como reservatórios, estações de tratamento e redes de distribuição — para manter o atendimento nas cidades. Ainda assim, ele reforça que a redução do desperdício depende de atitudes individuais. “O desperdício individual tem prejuízo coletivo”, afirma.
A Sanepar exemplifica que uma piscina com cerca de 5 mil litros, se tiver a água trocada mais de uma vez no fim de semana, pode representar um volume suficiente para suprir por vários dias o consumo de uma família, evidenciando como o uso recreativo, quando mal administrado, pesa no sistema.
Para reduzir o desperdício de água com piscinas infláveis, a orientação é evitar a troca diária, manter a piscina protegida quando não estiver em uso e adotar cuidados que prolonguem a utilização da água, sempre seguindo recomendações de segurança e orientações técnicas. A empresa também recomenda atenção ao horário de enchimento: para diminuir o impacto na rede, o ideal é abastecer ou completar o nível fora dos horários de pico, como no início da manhã ou mais tarde à noite.
O gerente da Sanepar no Litoral, Marcos Muniz, ressalta que medidas simples e de baixo custo podem ajudar a manter a água por mais tempo e evitar desperdício, reduzindo o risco de efeitos coletivos no abastecimento durante o verão.
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