Sebrae/PR conecta startups ao agronegócio no Agroleite 2026
Startups no Agroleite 2026 apresentam, em Castro, tecnologias para o agronegócio e ampliam conexões com produtores e empresas.

As startups no Agroleite 2026 ganham espaço em Castro, nos Campos Gerais, com a apresentação de tecnologias voltadas ao agronegócio. Com apoio do Sebrae/PR, pequenas empresas inovadoras participam da feira para aproximar suas soluções de produtores rurais, empresas e potenciais investidores.
A iniciativa acompanha o crescimento do ecossistema de inovação do Paraná. Segundo o 12º Mapeamento das Startups Paranaenses, realizado pelo Sebrae/PR e divulgado neste ano, o estado já reúne 1.866 startups formalizadas.
Entre os fatores que impulsionam esse avanço estão a transformação digital, o desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial e a procura por soluções destinadas a setores estratégicos, como o agronegócio.
Tecnologia aplicada ao campo
De acordo com a consultora do Sebrae/PR Thaise do Amaral, a participação das empresas no Agroleite cria um ambiente favorável para a troca de experiências e para a apresentação de tecnologias capazes de facilitar a rotina de quem vive ou trabalha no campo.
“E esse cenário, ainda, é impulsionado pela maturidade e acessibilidade de novas tecnologias como inteligência artificial. Ao participar do Agroleite, não poderíamos ter deixado esse setor de fora. Aqui, é um cenário propício para a troca de experiências e disseminação de tecnologias que podem facilitar muito o dia a dia para quem mora ou trabalha no campo”, avalia.
Uma das soluções apresentadas durante a feira é a da startup Lupmagro, liderada pelo empreendedor Osmar Bonfim Bitencourt. A empresa desenvolve um aplicativo destinado a conectar problemas registrados em máquinas agrícolas aos fornecedores capazes de oferecer peças ou serviços de manutenção.
O funcionamento da ferramenta permite que o produtor tire uma fotografia da peça que apresentou defeito. A plataforma identifica o componente e localiza fornecedores compatíveis para venda, substituição ou manutenção.
Segundo Osmar, a proposta pode reduzir o período em que os equipamentos permanecem parados, diminuindo possíveis prejuízos na propriedade rural.
“Essa interligação minimiza o tempo de parada das máquinas no campo, fazendo com que perdas sejam minimizadas na propriedade por uma parada inesperada ou necessidade de manutenção”, explica.
Aplicativo passa pela fase de testes
A Lupmagro participa do programa Trilhar, iniciativa de aceleração subsidiada pela Agência de Inovação e executada na Estação Hub. A equipe, formada por três pessoas, trabalha na conclusão do MVP, sigla utilizada para definir a primeira versão funcional de um produto.
A expectativa é que essa etapa seja finalizada até o fim de agosto. A versão inicial terá as funções consideradas essenciais para a realização dos primeiros testes e para a identificação de ajustes antes do lançamento definitivo.
Após a conclusão do MVP, o grupo pretende buscar recursos para financiar o desenvolvimento e a expansão da plataforma.
O empreendedor destaca que a presença entre as startups no Agroleite 2026 também possibilitou reuniões com potenciais parceiros e a coleta de informações diretamente com profissionais ligados ao agronegócio.
“Nesse sentido, a conexão criada aqui com o apoio do Sebrae/PR e da Estação Hub está nos permitindo fazer conexões de qualidade. É um networking muito positivo, porque estamos conseguindo nos reunir com parceiros potenciais e coletar informações que não conseguiríamos se não estivéssemos aqui”, afirma.
Inovação dos Campos Gerais chega ao produtor
A presidente da Agência de Inovação e Desenvolvimento de Ponta Grossa e secretária municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, Tônia Mansani, avalia que a participação das startups fortalece a integração regional.
Segundo ela, Ponta Grossa se consolidou como um importante centro de produção de conhecimento, reunindo universidades, centros de pesquisa e um ecossistema de inovação em desenvolvimento.
“Mesmo o Agroleite não acontecendo aqui na cidade, ele está dentro do nosso território, nos Campos Gerais, e isso faz toda a diferença. É uma feira que dialoga diretamente com o conhecimento que a gente produz aqui, e que também se beneficia dele”, ressalta.
Tônia afirma que a presença das empresas na feira demonstra que as tecnologias desenvolvidas nos Campos Gerais já ultrapassam os ambientes acadêmicos e chegam ao campo para solucionar problemas reais da cadeia produtiva.
Para ela, o Sebrae/PR exerce um papel de articulação entre quem desenvolve a tecnologia e quem precisa utilizá-la.
“O Sebrae/PR não é quem cria a tecnologia, mas é quem faz a conexão, conecta a startup com o produtor, conecta o conhecimento que está sendo gerado com quem precisa dele na prática, conecta oportunidade de negócio com quem tem a solução na mão”, conclui.
























